icons.title signature.placeholder Amir Somoggi
22/07/2014
09:19

Copa do Mundo no Brasil se converteu no evento com maior impacto de mídia da história, superando o Super Bowl dos americanos. Jogadores se valorizaram e seu desempenho foi acompanhado pela cúpula de diferentes clubes europeus. O baixo rendimento pode resultar em desconfiança na decisão de investimentos dos clubes em uma contratação milionária.

O megaevento pode ser considerado um selo de qualidade para o jogador. Quando um craque vai muito bem em um mundial, devido a pressão, importância das partidas e audiência global, desperta o interesse dos gigantes europeus. E recebe o status de supercraque. O mesmo efeito produzido por aqueles jogadores que se destacam na Liga dos Campeões.

Os números das recentes contratações dos gigantes europeus ratificam isso. A janela de transferências atual está sendo diretamente impactada pela Copa do Mundo no Brasil.

A confirmação da transferência de Toni Kross para o Real Madrid por 30 milhões de euros, e a provável contratação de James Rodriguez por 70 milhões de euros.

O Barcelona desembolsou 80 milhões de euros por Luis Suarez e negocia com outros destaques da Copa do Mundo. Antes do evento o PSG investiu 50 milhões de euros para ter David Luiz. Outro grande negócio foi a ida de Diego Costa para o Chelsea no valor de 38 milhões de euros.

Somente nessas transações, com alguns dos destaques do mundial, os valores envolvidos superam 268 milhões de euros.

O sucesso da Copa dentro de campo e os valores estratosféricos que os clubes estão dispostos a gastar pelos melhores jogadores do mundo, são os combustíveis para o aquecimento do mercado neste momento de "ressaca" do Mundial.

Em 2013, segundo dados da Fifa, foram movimentados US$ 3,7 bilhões em transferências internacionais, 40% mais que em 2012. Somente dez países foram responsáveis por 84% do volume global.

E pelos recentes dados é possível imaginar que a Copa do Mundo de 2014 vai contribuir ainda mais com o aumento dos investimentos milionários - por vezes bilionários - nos jogadores.