icons.title signature.placeholder Amir Somoggi
06/11/2014
18:11

Uma notícia que causou estardalhaço no mercado brasileiro na última semana foi a vitória do Esporte Interativo (EI) pela concorrência da transmissão da Champions a partir da próxima temporada, para a TV fechada e Internet no Brasil.

Esse movimento consolida uma disputa muito forte entre as emissoras de TV por assinatura por conteúdo esportivo qualificado, para atender a um público cada vez mais exigente e sedento pelos jogos de competições altamente valorizadas.

O EI, capitalizado pelo grupo norte-americano Turner, desbancou a ESPN que detinha o direito desde a década de 90 e também o Sportv, em uma disputa que mostra a importância cada vez maior da principal competição entre clubes no mundo para gerar audiência na TV paga.

A Champions é sem dúvida a competição mais desejada pelo torcedor brasileiro, que não apenas gera audiência, mas também está disposto a pagar mais em seu plano de TV por assinatura para ter acesso aos canais que transmitem a competição.

E nesse ponto a vitória do EI cria uma forte pressão sobre as principais operadoras de TV paga do Brasil, Net e Sky, já que o canal não está disponível nessas plataformas, apenas em operadoras menores, com menor abrangência nacional.

Aí vem a questão dessa vitória: como os assinantes das duas maiores operadoras do Brasil vão se comportar caso o EI não seja integrado as suas programações? Ouso afirmar que os fãs de esporte podem migrar para outras operadoras.

Essa disputa já foi vista no Brasil entre a Fox e o Sportv na queda de braço pela Libertadores e o bom senso acabou prevalecendo, com os assinantes das operadoras líderes tendo acesso à Fox.

Com a Champions, em minha opinião deverá ocorrer o mesmo, o que certamente será mais uma vitória do EI, que precisa ampliar sua audiência em TV fechada, para ampliar seus ganhos publicitários. Se o canal entrar na Net e Sky será uma dupla vitória da emissora que já lidera em transmissões pela Internet.

Esse movimento mostra que a concorrência entre emissoras sempre é positiva para o esporte, na geração de receitas para os detentores dos direitos e em mais alternativas para o telespectador.

Um aviso para os nossos clubes, reféns de um modelo arcaico de negociação de direitos de TV e pouco atrativo para boa parte de seus torcedores.