icons.title signature.placeholder Felipe Domingues
09/02/2015
09:08

Um dos torneios mais importantes e tradicionais do país, o Aberto do Brasil, terá início nesta segunda-feira, no Ginásio do Ibirapuera (SP), a partir das 12h30 (de Brasília). Porém, a busca não será somente pelo título, mas por um posto: quem será o tenista número 2 do país na disputa da Copa Davis, em março?

Entre os dias 6 e 8 do próximo mês, o Brasil briga pela vaga nas quartas de final do torneio contra a Argentina, em Buenos Aires.

Já na chave principal da competição paulista, estão três figuras conhecidas dos brasileiros: Thomaz Bellucci (72º), João Souza, o Feijão (113º), e Guilherme Clezar (225º). André Ghem (172º), disputa a final do qualifying ainda nesta segunda. Por fim, Rogerinho (275º), que defendeu o país contra a Espanha no último duelo na Davis, caiu na semi do quali, nesse domingo.

Por sinal, foi contra a própria Espanha, na repescagem do Grupo Mundial, no ano passado, que a discussão sobre o número 2 do país tomou a atual (e polêmica) forma.

  
Feijão (esq.) e Rogerinho são favoritos à vaga (Fotos: Site oficial e Marcelo Zambrana)

À época, Bellucci e Rogerinho foram escolhidos para defender a Seleção, o que causou revolta em Feijão, que vinha em boa fase, mas foi preterido pelo compatriota na disputa.

A discussão com o treinador João Zwetsch só não cresceu mais, devido à vitória do Brasil por 3 a 1, com triunfos de Bellucci e nas duplas.

O Aberto do Brasil pode ser utilizado para observações de Zwetsch, já que três dos cinco melhores tenistas do país já estão na chave principal, enquanto Fabiano de Paula (atual 216º) não disputa o torneio.

Clezar participou de apenas um jogo na Copa Davis, sendo derrotado por Emilio Gomez (EQU), em 2014. O Brasil bateu os equatorianos por 3 a 1, na final do Zonal Americano, com Rogerinho como número 1 do país.

Já Feijão atuou duas vezes, contra a Colômbia, em 2012. Ele bateu Robert Farah, mas perdeu para Santiago Giraldo, enquanto a Seleção derrotou os rivais por 4 a 1. Bellucci foi o líder do time nesse duelo.

  
Clezar (esq.) e Ghem correm por fora pela vaga (Fotos: AFP e Divulgação)

Rogerinho é o mais experiente, sendo que atuou na competição em nove oportunidades, com seis vitórias. Seu último jogo, porém, foi muito ruim contra o espanhol Roberto Bautista Agut, no ano passado.

Ghem nunca defendeu a Seleção em Copas Davis, mas vem de bons resultados no Circuito e pode surpreender, sendo o “azarão” dessa lista.

A posição está em aberto e a competição acirrada. Com o Aberto do Brasil seguindo até domingo, resta saber quem terminará na frente.

PELA ÚLTIMA VAGA:

Feijão
Aos 26 anos, João Souza foi o quarto melhor do mundo no ano passado (só em torneios a nível Challenger). Tendo vencido 50 jogos e perdendo 29 (em 2014). É o 113º no ranking.
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André Ghem
É o atual número três do país e o 172º do mundo, aos 32 anos. Em 2014, triunfou em 46 partidas e foi derrotado em outras 30.
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Guilherme Clezar
Aos 21 anos é o 225º do mundo. No ano passado, venceu 20 partidas e perdeu 26. Chegou à final do ATP Challenger Finals, mas perdeu para o argentino Diego Schwartzman (63º).
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Rogerinho
Número cinco do país e 275º da ATP, tem mais experiência em Davis que os outros. Em 2014, venceu 19 jogos e perdeu 18.