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12/07/2014
19:27

As críticas que recaíram sobre Felipão depois da goleada por 7 a 1 sofrida para a Alemanha são injustas. Esta é a visão do técnico Abel Braga, do Internacional, sobre o que aconteceu após a desclassificação na semifinal da Copa do Mundo e também neste sábado, no Mané Garrincha, na derrota por 3 a 0 para a Holanda.

- Tudo cai sobre um homem só, que mais conquistou na Seleção, é quase que um mártir, uma covardia grande, como se fosse o culpado de tudo. Se atira sobre um treinador, o cara que mais conquistou, ninguém poderia estar naquele cargo melhor que ele - desabafou Abelão.

O comandante colorado afirmou que as críticas não são novidade. Segundo ele, o mesmo já aconteceu depois da Copa de 2006, na desclassificação brasileira para a França, nas quartas de final.



- É meio constrangedor. Em 2006, se falava assim: o Brasil tem que voltar a jogar como brasileiro, estamos tentando copiar o europeu. Aí perdemos a Copa de maneira estranha, meio estúpida, o time do Dunga estava muito bem. Aí, temos que voltar à jogar à brasileira. Agora, em 2014, por causa do resultado, que não deixa de ser humilhante, se diz que temos que copiar o modelo alemão. Quer dizer, o que queremos afinal? - reclamou o treinador alvirrubro.

O problema, para Abel, recai na saída de jovens muito cedo do país. Sem uma formação maior, viajam para a Europa em busca de condições financeiras melhores. E não mantêm a liga brasileira forte. Além disso, disse que a conquista da Copa das Confederações, no ano passado, foi enganosa.

- O que não podemos fazer é, por exemplo, o jogador do Brasil não estar formado e sai. Aí vai para um tipo de mercado como a moda é, agora nem tanto com a guerra, mas a Ucrânia que virou o país da moda. Essa Copa devia ser do Robinho, Diego, Carlos Alberto, foi campeão da Champions com 21 anos no Porto. Era a Copa desses jgoadores, de 28, 29, 30 anos. E porque está tendo que colocar o Oscar, Willian. Saíram sem estar formados. O que pode ser a solução daqui, não chama. Porque o que se destaca já saiu, mas nem se formou. O grande vilão dessa Copa do Mundo, foi a vitória na Copa das Confederações. Foram muito bem. Criou uma expectativa de favoritismo que é mentirosa, não temos time para ser favorito da Copa. Só temos o Neymar que desequilibra - finalizou.