Adriana Araújo (boxe)

Adriana Araújo, atleta do Time Petrobras, foi bronze em Londres-2012 (Roberto Castro/Brasil2016.gov.br)

LANCE!
26/07/2016
11:41
Rio de Janeiro

Em entrevista ao site do Ministério do Esporte, a delegação brasileira de boxe, patrocinada pela Petrobras, falou sobre o período final de prepração olímpica.

O britânico Josh Taylor, por exemplo, é sinônimo de uma série de ensinamentos duros para o baiano Robson Conceição, titular do Brasil na categoria até 60 quilos do boxe. Em Londres-2012, ele venceu os três rounds contra Robson na primeira rodada, e determinou a eliminação precoce do brasileiro em sua segunda experiência olímpica.

- Eu levo isso como experiência. Treinei muito com ele. Estava sendo filmado o tipo de contato, de movimentação durante a luta. Todos os técnicos dele estavam do lado, me estudando. Acabou que isso favoreceu ele na luta - avaliou o pugilista em entrevista ao portal.

Desde então, Robson tomou uma decisão. Nos intercâmbios com outras equipes, como o que está sendo feito agora com atletas dos Estados Unidos e da Irlanda, ele só treina com adversários de outras categorias.

- Treinar com os estrangeiros está sendo bom, mas em todos os trabalhos desse tipo eu passei a ter o costume de não treinar com atletas da minha categoria. Escolho sempre um mais pesado ou mais leve. Com a minha categoria, é só na hora da luta -, afirma o atleta de 27 anos, 14 deles dedicados ao boxe. Com duas medalhas em mundiais conquistadas no ciclo olímpico e o nome presente com frequência na lista do Top 5 do Ranking Mundial, Robson mudou a página das metas olímpicas.

- Antes eu tinha o sonho de participar de uma Olimpíada. Hoje não tenho mais isso como sonho. Eu tenho como meta lutar por medalha. Treinar bastante e representar meu país da melhor maneira possível - disse, após treinamento aberto à imprensa no Centro de Capacitação do Exército, na Urca, no Rio de Janeiro.

A meta de Robson já foi realidade para outra baiana, Adriana de Araújo. Bronze na categoria até 60 quilos nos Jogos de Londres, atleta do Time Petrobras, ela também é partidária de esconder o jogo nos intercâmbios e guardar trunfos para a hora em que o pódio está em jogo.

- Sempre tem uma cartinha na manga. Como o Robson disse, a gente nunca dá o todo no treinamento em conjunto. Sempre tem uma coisinha a mais separada, apesar de as atletas nos conhecerem. A gente sempre está inovando, procurando algo. E deixamos para fazer isso em cima do ringue - disse.

- Estou com bastante ânimo, bastante vontade de adquirir uma nova medalha, de preferência de ouro. Londres foi para mim uma estreia, mas, apesar de ser uma estreia, eu já vinha com uma trilha no boxe, com resultados em sul-americanos, pan-americanos, mundiais. A Olimpíada foi o momento de mostrar o que tinha dentro de mim.

Para o chefe da equipe brasileira, o cubano Otílio Toledo, repetir o feito de Londres, quando o País saiu dos Jogos com o inédito feito de três pódios olímpicos, não é impossível, embora a delegação atual, de nove atletas, tenha uma mescla de figuras experientes e integrantes da nova geração.

- Nossa meta é ter um bom desempenho. Estamos finalizando a preparação com esse objetivo, com toda a equipe concentrada, e vamos lutar por medalhas. Todas as categorias que temos classificadas estão preparadas. Isso não quer dizer que todas vão pegar medalhas, mas todos estão preparados para dar o melhor, ter um bom desempenho, e, a depender, de vários fatores, conquistar medalhas - disse.

A competição de boxe nos Jogos Olímpicos reúne 286 atletas. No total, serão 273 lutas entre os dias 6 e 21 de agosto, disputadas no Pavilhão 6 do Riocentro, na Barra da Tijuca. No dia 4 será realizado o sorteio das chaves e congresso técnico da competição.

Confira a delegação brasileira:

60kg - Adriana Araújo
75kg - Andreia Bandeira
49kg - Patrick Lourenço
52kg - Julião Neto
56kg - Robenilson de Jesus
60kg - Robson Conceição
64kg - Joedison Teixeira
81kg - Michel Borges
91kg - Juan Nogueira