Tênis - Nishikori x Nadal

Rafael Nadal (Foto: Andre Chaco/Fotoarena/Lancepress!)

TÊNIS NEWS
17/08/2016
14:32
CINCINNATI (EUA)

Superando a lesão no punho direito e sacodindo a poeira após os intensos jogos disputados na Rio-2016, onde ganhou um ouro em duplas e quase beliscou uma medalha na simples, Rafael Nadal já está em Cincinnati.

Depois de treinar em frente a centenas de fãs na quadra 15 do complexo, um de seus técnicos, Francisco Roig, analisou sua volta e as perspectivas para o ‘Touro Miúra’, em entrevista para o site oficial da ATP.

“Sempre pensei que se lesionar jogando bem é diferente de se lesionar jogando mal. Quando Nadal teve a lesão, estava tendo um bom ano. Tinha melhorado e havia ganhado Monte Carlo e Barcelona. Atravessava uma fase de recuperação correta”.

Depois da volta, uma grande semana no Rio: ouro nas duplas, junto a Marc Lpez, e semifinal nas simples, caindo para Del Potro após mais de três horas de batalha. Na sequência, Cincinnati e US Open. Roig, entretanto, é comedido quanto ao futuro.

“Foram dois meses (fora do circuito) e ele não pôde se preparar muito. Agora, tem que ir aos poucos. Seu nível na Olimpíada foi bom, dentro do que poderíamos esperar após tanto tempo parado. Ele tem ido muito bem quando os assuntos são mobilidade e a parte mental”, elogiou.

Francisco Roig revelou, ainda, o objetivo maior de Nadal a curto prazo. “O objetivo claro é tentar chegar bem a Nova Iorque. No Rio, ele jogou mais de 23 horas, o que lhe dá um impulso muito grande para disputar jogos de cinco sets (como ocorre no US Open, um Grand Slam), porque enfrentou pontos muito longos, situações nervosoas... Essas coisas não se podem treinar. Os Jogos Olímpicos lhe caíram muito bem. Fisicamente, ele está bem”.

Por fim, Francisco comentou o histórico de lesões de seu pupilo, chegando a uma conclusão que, apesar de dolorosa, acaba tendo um lado positivo, como ele próprio acaba admitindo.

“Há muito anos (a carreira de Rafa) é assim (cheia de lesões). Tomara que ele possa seguir jogando e estando no nível mais alto. Nadal tem muita vontade (de seguir no topo do tênis). Por sorte ou por desgraça, (o fato é que) se há alguém que tem experiência nesse tipo de situações, de lesões, é ele. Disso, ninguém duvida”.