Martina Hingis e Sania Mirza

Martina Hingis e Sania Mirza. Crédito: Ben Solomon/Tennis Australia

Tênis News
07/03/2016
20:23
São Paulo (SP)

A revelação de Maria Sharapova de que foi pega no exame antidoping chocou o mundo do esporte, e também trouxe à tona casos antigos como o de Martina Hingis pelo uso de cocaína e de André Agassi, que assumiu o doping em sua biografia.

A ex-número um do mundo, a suíça Martina Hingis foi pega no antidoping pelo consumo de cocaína. Apesar de, como Sharapova, Hingis foi à imprensa falar que tinha sido pega, ela atestou 100% de inocência, tetou recorrer da punição e anunciou sua aposentadoria do tênis voltando ao circuito em 2013 para disputa em duplas.

Campeão do Australian Open em 1998, o tcheco Petr Korda sofre até hoje com acusações de que jogou boa parte da carreira dopado. O ex-tenista testou positivo para esteroides, especificamente nandrolone, em julho de 1998 durante a disputa em Wimbledon após uma partida contra Tim Henman, mas o resultado foi divulgado em dezembro, quando acabou punido em 12 meses. Korda tentou voltar ao circuito nos anos 2000, mas sem sucesso.

Em 2015, Korda sofreu um processo na Federação Internacional de Tênis, onde o chileno Marcelo Ríos, derrotado na final do Australian Open, que requer, contando com depoimentos de companheiros do circuito o título, pois todos acreditam que o tcheco disputou o Slam dopado.

Em 1997 o ex-número um do mundo, André Agassi também foi pego no exame antidoping pelo uso de esteroides, mas foi absolvidos das acusações. Em sua biografia oficial, o tenista assumiu ter mentido à Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) e à ITF para ser absolvido.

O argentino Guillermo Cañas, que ganhou notoriedade em 2007 ao vencer por duas vezes consecutivas Roger Federer que dominava o circuito masculino, foi suspenso do tênis por dois anos em maio de 2008 pelo uso de Hydrochlorothiazide, um diurético usado no tratamento de hipertensão.

Outro argentino pego no doping foi Mariano Puerta. Dono de um dos mais potentes backhands de uma mão no circuito no inicio dos anos 2000, o argentino foi banido em duas oportunidades em punições que somaram 10 anos afastados do tênis profissional. A primeira punição se deu em 2003, pelo uso de Clenbuterol, que trabalha para melhor absorção do oxigênio e é usado em pacientes com doenças respiratórias crônicas. Portador de asma, Puerta usou a doença em sua defesa e viu a punição de dois anos cair para nove meses.

Dois anos mais tarde, Puerta atestou positivo para Etilefrine, um estimulante cardíaco e por ser reincidente pegou oito anos de punição. Entretanto, o argentino voltou a recorrer da punição argumentando que ingeriu a substância ao consumir no mesmo copo de sua esposa e viu sua pena baixar para dois anos.
Brasileiros e o doping

O número um do mundo nas duplas, o mineiro Marcelo Melo foi pego no antidoping em 2007 e ficou dois meses e meio afastado das quadras pelo consumo de um analgésico, a Neosaldina, mas caiu no exame pela isometepteno que está entre os componentes do medicamento.

Melo não foi o único brasileiro pego em exames de controle no tênis. Fernando Romboli ficou de fora das quadras por oito meses em 2013, pela presença dos diuréticos furosemida e hidroclorotiazida, misturado a um suplemento alimentar.

Franco Ferrero foi outro que pego pelo sistema antidopagem da ITF ficou banido das quadras de tênis por dois anos. Essa também foi a punição dada à brasileira Marcela Valle em 2015, pega pelo uso do estimulante metillhexeneamina.


Casos recentes

Em 2013 o croata Marin Cilic foi pego no antidoping pelo uso de niquetamida, um estimulante energético presente à glicose Coramina, durante a disputa do ATP de Munique, na Alemanha. O croata argumentou junto à WADA e à ITF que sua mãe cometeu um erro ao comprar a glicose errada para ele em uma falha de comunicação.

Também em 2013, o sérvio Viktor Troicki também foi 'pego', mas o tenista foi acusado de se recusar a realizar um exame durante o Masters 1000 de Monte Carlo e ficou afastado do circuito por 12 meses. O tenista alegou estar doente e ter sido liberado pela médica do controle antidoping para realizar a coleta de sangue no dia seguinte. A fiscal negou