Raonic

Raonic (Foto: MARWAN NAAMANI/AFP)

TÊNIS NEWS
10/01/2016
14:35
BRISBANE (AUS)

“Esta vitória significa o que trabalho que venho fazendo. Mostra que estou de volta. É uma sensação ótima [vencer o torneio], especialmente pelos últimos nove meses tão difíceis como eu tive.” Desta forma, aliviado e confiante, Raonic falou com a imprensa após a partida.

Perguntado sobre sua maior agressividade e as subidas à rede mais frequentes, o canadense foi enfático. “A mensagem tem que ser ‘continue fazendo o que você fez essa semana’. Tive um novo conforto e um novo entendimento do jogo na rede, estive bem mais persistente. Mesmo que, às vezes, quando eu suba à rede, não seja com a melhor bola, saber que consigo me virar ali [na rede] é algo que dá um conforto mental maior.”

Raonic analisou a partida e o cenário dos jogos contra o suíço de forma simples e objetiva. “Contra Federer a questão é sempre “quem vai ditar o jogo”, e eu me senti, com exceção de um game ou outro, muito próximo dele: tive o controle dos meus games de saque, sempre estive perto de quebrar o dele e consegui capitalizar duas vezes [duas quebras, uma em cada set].”

O canadense disse ainda que o tempo médico pedido no início do segundo set não foi nada sério, mas sim para deixar suas pernas “respirarem”, pois ele sentiu que, naquele momento, uma delas estava “precisando de descanso.”

Ele fez uma análise profunda sobre o que é necessário para vencer um Grand Slam e falou da frustração que foi estar fora de dois dos quatro Majors e ter jogado Wimbledon tão limitado. “São dois passos: primeiro, jogar bem por duas semanas [para vencer um Grand Slam], o que definitivamente acredito que consigo fazer, e também há o aspecto de querer competir para ser o melhor jogador do mundo, em que deve-se jogar bem por trinta semanas. Esse, talvez, esteja um passo acima, mas tenho certeza que posso ir à Melbourne e jogar muito bem por duas semanas.”

“No ano passado, fiquei um pouco desapontado com a forma como joguei as quartas de final do Australian Open, mas senti que estava no caminho certo. Depois, machuquei o pé, deixei de jogar Roland Garros, tecnicamente perdi Wimbledon, também, já que era impossível pensar em ganhar o torneio tendo treinado apenas duas semanas. Após Londres, o US Open também foi ‘tirado de mim’. Essas coisas são difíceis de serem aceitas, engolidas, de certa forma até depressivas. Eu vinha escalando no ranking a cada ano, alguns mais, outros menos, mas sempre melhorando. Ver esse trabalho todo ir por água abaixo por causa de contusões foi muito difícil de aceitar. Estou muito motivado [para recuperar o ranking]”, disse o gigante canadense, que ainda analisou estar “mais maduro, com mais auto confiança, auto conforto, focado mais no que realmente importa e menos no que pode ser sentido pelo adversário”, finalizou o ambicioso, confiante e determinado canadense.