Penneta

Flavia Penneta esteve presente no Aberto do Rio (FOTO: Divulgação)

Carlos Antunes e Jonas Moura
16/02/2016
16:49
Rio de Janeiro (RJ)

Atual campeã do Aberto dos Estados Unidos de 2015, Flavia Pennetta se retirou das quadras após o título, mas segue no meio. Presente no Aberto do Rio, como uma das embaixadoras da Pirelli, a italiana, em entrevista coletiva, fez uma crítica à atual fase do tênis feminino. Segundo ela, o foco maior agora é no físico. E foi nostálgica na sua avaliação.

- Não sei o que dão a essa geração comer, elas são fortíssimas, enormes. Mas realmente, a última final do Aberto dos Estados Unidos não foi de força. Antes eram muito mais técnicas e eu gostava mais. Era mais tênis, cabeça, golpe, técnica perfeita. Isso hoje se perdeu um pouco, mas se ganhou em físico. Estão muito mais preparadas para aguentar partida longas de três horas. Cuida-se muito da alimentação, fisioterapia. Há mais profissionalização, é mais completo. A bola melhorou muito, a raquete, houve uma evolução, como a evolução do homem. Sempre será assim. Só gostaria que o tênis não evoluísse só na questão física, mas também na técnica - opinou a ex-tenista.

Maria Esther Bueno também estava ao lado da tenista no evento promocional da marca italiana e, por isso, Pennetta fez uma comparação de sua época com a da brasileira. Para a europeia, ela acredita que não conseguiria atuar com raquetes mais pesadas e relembrou sua fase ruim de lesões.

- Não sei se hoje, com a raquete do tempo dela, eu conseguiria ganhar. Seria um desafio interessante. Era tudo muito pesado. Em 2013 foi um ano muito duro para mim por causa das lesões. Nunca parei de trabalhar. Não é fácil levantar, ir trenar todo dia, todos me perguntavam o que havia mudado. Dizia que não havia mudado nada. Era só o trabalho, seguir um projeto - completou.