Andy Murray (Foto AFP)

Andy Murray (Foto: AFP)

TÊNIS NEWS
01/06/2016
13:32
PARIS (FRA)

O escocês Andy Murray, vice-líder no ranking da ATP, venceu, nesta quarta-feira, em jogo duríssimo, o francês Richard Gasquet, 12º, por 5/7, 7/6(3), 6/0 e 6/2, em 3h23min de partida, e está na semifinal de Roland Garros pela quarta vez na carreira.

Com isso, ele elimina a última esperança do tênis francês de encerrar o longo jejum de títulos no Grand Slam local e defende o resultado do ano passado, quando perdeu na mesma fase para Novak Djokovic. É a quarta semifinal de Andy no 18º arrondissement, a terceira seguida.

O duelo teve duas partes: os dois primeiros sets, disputadíssimos, que somaram 2h19min de duração, e os dois últimos, nos quais Gasquet demonstrou estar muito frustrado e não foi capaz de oferecer resistência ao segundo melhor jogador do mundo.

Na semifinal, Andy travará um embate feroz contra Stan Wawrinka, 4º do ranking e atual campeão do Grand Slam do saibro, que passou facilmente, por 6/2, 6/1 e 7/6(7), pelo espanhol Albert Ramos-Vinolas, zebra do torneio, que eliminara Milos Raonic nas oitavas. O jogo será na sexta.

O JOGO
Murray começou com tudo, enquanto Gasquet parecia apavorado pela ideia de carregar toda a esperança de uma nação nas costas. Assim, foi quebrado em 0/1 e rapidamente viu-se remando contra um 3/0. No entanto, o tenista local começou a se soltar e subir gradativamente seu nível de tênis.

Os games eram duros, mas Andy continuava a manter seu serviço e fez 5/2. A partir daí, a batalha começou.

No 5/3, o francês devolveu a quebra em erro do rival. Jogando o fino do tênis e não se amedrontando, ao contrário de muitas outras vezes em que vira a si mesmo sob pressão, Gasquet completou, com muita luta, cinco game seguidos, após ganhar de presente a segunda quebra em uma dupla falta de Murray e fechar no quarto set point do décimo-segundo game, quando teve de salvar break points.

A segunda parcial teve quase o mesmo enredo, com exceção do nível de tênis, que atingiu o ápice. Quase todos os games eram duríssimos e precisavam de muitas vantagens para ser decididos.

O 2º colocado quebrou Richard em 2/3 e abriu 5/2, mas, novamente, não conseguiu sacramentar a vitória. A essa altura, a vitória parecia estar mais para o lado de Gasquet, que forçava o superpaciente escocês a cometer erros que claramente vinham por cansaço psicológico: o britânico não suportava o nível e a regularidade do francês.

Contudo, Murray manteve-se acreditando, confirmou seu saque no 5/5 e foi ao tiebreak. Depois de o rival obter o minibreak no 1/2, o bicampeão de Grand Slam deu uma aula de força mental, lutando contra todas as barreiras que lhe atrapalhavam e vibrando a cada ponto conquistado. Assim, o francês não marcou mais um ponto sequer: 7/3, em 1h12min.

Na sequência do embate, só deu Grã-Bretanha. Ele quebrou o saque do adversário no primeiro game da terceira etapa, e o que se viu após isso foi um Gasquet irritado, reclamando muito e jogando a toalha. Rapidamente, o anfitrião caiu por 6/0.

A quarta e derradeira parcial começou com a confirmação do serviço de Richard, que não significou, todavia, uma grande mudança de postura. O jogador continuou a cometer muitos erros e não esboçar grandes esforços para mudar a situação. Dessa forma, o tenista de Dunblane o querou no terceiro e quinto games, abrindo 5/1. Gasquet ainda fez mais um game antes de Murray tomar pela última vez as rédeas de seu saque e comemorar bastante a grande vitória e a volta, pelo terceiro ano seguido, à semifinal do Major do saibro.