Andy Murray (Foto: AFP / JOHN THYS)

Andy Murray (Foto: AFP / JOHN THYS)

Tênis News
01/12/2015
11:59
Londres (Inglaterra)

Após liderar a equipe da Grã-Bretanha a Copa Davis após 79 anos, Andy Murray contou que é 'perda de tempo' conversar com a federação britânica de tênis sobre o futuro do esporte e acredita que isso 'destrói' seu legado.

Ao jornal local Daily Mail, Murray revelou: "É quase como perder seu tempo, porque nada é feito nunca".

Ainda de acordo com o escocês, mesmo com suas conquistas olímpicas, de Wimbledo e do US Open, o número de praticantes do tênis não foi alterado e hoje ele, Murray, poderia apenas dizer o nome de um garoto que pode vir a ser um dia uma estrela do esporte.

Jaime, irmão mais velho de Andy Murray, endossou o discurso do irmão e disse que preferiria viver na Escócia do que em Londres, onde moram, mas que não há estrutura em terras escocesas compatíveis com suas ambições no circuito.

Andy Murray disse que se desespera ao perceber que não há nenhum juvenil britânico com nível de disputar os Slams. "Fui ao Centro Nacional para treinar uns dias. estive lá segunda e terça-feira às 15h e não havia ninguém treinando nas quadras cobertas, nem pelo ginásio. Tirei fotos daquilo, porque custou £40 milhões de libras (R$ 233 milhões) e não havia pessoas jogando. Não há necessidade de ser apenas pessoas para o alto rendimento. É uma vergonha", resumiu o escocês.

O campeão olímpico prosseguiu com seu desabafo: "Eu não sei o que está acontecendo em termos de desenvolvimento de base, mas há opiniões pelas quais tenho respeito. Eles acreditam que muito mais poderia e deveria ser feito para capitalizar o sucesso do tênis britânico nos últimos cinco ou seis anos. Eu não sei te dizer quem é a próxima geração. Sinto dizer, mas não sei".

A reportagem do jornal, Michael Downey, diretor executivo da federação britânica na Escócia chamou de ridícula a intensão de Murray de ver pessoas no Centro Nacional de Tênis "em plena segunda-feira pós Wimbledon" e criticou o fato do tenista citar que £ 1,1 bilhões, algo em torno de R$ 6,4 bilhões na cotação de hoje da moeda britânica, entraram nos cofres da federação desde 1978 apenas com os lucos de Wimbledon.

Murray mantém sua posição firme e diz que apesar da federação dizer que faz um bom trabalho, ele vê deficiências no trabalho realizado e aponta apenas Kate Swan como alguém promissor.