Gustavo Kuerten

Gustavo Kuerten esbanjou bom humor em coletiva (FOTO: Divulgação)

Carlos Antunes e Jonas Moura
15/02/2016
18:49
Rio de Janeiro (RJ)

Na semana que se inicia o Aberto do Rio, a presença do maior tenista brasileiro de todos não podia faltar. Gustavo Kuerten compareceu à sede do evento e cedeu uma entrevista coletiva. Um dos temas abordados pelo ex-tenista foi a homenagem que recebeu da organização, batizando a quadra central com seu nome. Segundo ele, isso pode ser um estímulo aos jovens atletas.

- Eles estavam sentindo toda a minha vontade de entrar para jogar e me deram essa chance Agora vou poder jogar todo jogo, desde a primeira bola até a última (risos). Foi uma enorme satisfação. Não esperava, mas é uma consequência que foge do imaginário de qualquer pessoa. Minha mãe fez questão de vir depois de três anos compartilhar esse momento. Meu nome estará lá, mas há outros grandes nomes. Um ídolo ou dois perdidos é pouco.Temos de buscar mais consistência em nossa história. Temos de ficar menos reféns de ganhar ou perder, de ter um novo Guga ou nova Maria Esther. O Bellucci recebe pouquíssimo valor pelas coisas que consegue, porque a cobrança é sempre maior. Muitos garotos perdem o estímulo pelo tênis muito cedo, gente com potencial - afirmou o ex-tenista.


Guga acredita que com a maior valorização do seu nome pode ajudar a revelar novos talentos para a modalidade, o que segundo ele, é sua maior missão.

- Meu objetivo é levar mais expoentes do tênis, para dentro da quadra. É emocionante para mim, mas o predominante deve ser o tênis brasileiro. Ser motivo de orgulho e de mais trabalho pela frente nos próximos anos - disse.

O tema sobre a fase de Rafael Nadal também foi debatida por Guga. De acordo com o tricampeão de Roland Garros, falta confiança no espanhol. No entanto, o brasileiro acredita que o número cinco do mundo dará volta por cima.

- Temos de esperar tudo de um cara desse. No mesmo ano que voltou de lesão voltou a ser melhor do mundo. Espero mais dez anos para que os olhos mostrem que ele não foi capaz. Temos de esperar o impossível dele. É claro que está tendo dificuldades, na questão da confiança sobretudo, vi o jogo contra o Thiem e perdeu bolas cruciais que antes não perdia. Isso conta. O sentimento de ser invencível em quadra. Ele precisa construir novamente essa armadura com o decorrer dos torneios, Mas ninguém melhor que ninguém para te responder com mais qualidade. É um cara que vai buscar todas as respostas e o esforço que n[os não conseguimos alcançar ele vai tentar para se satisfazer, Está no sangue dele, é admirável. Ainda é o mesmo Nadal na vontade, falta a confiança. Creio que vá acontecer com naturalidade - contou.