Billie Jean King e Martina Navratilova (Foto: Reuters)

Billie Jean King e Martina Navratilova (Foto: Reuters)

Tênis News
12/01/2018
07:12
Melbourne (Austrália)

A ex-número 1 do mundo, Billie Jean King, foi apresentada hoje em Melbourne como a 'Mulher do Ano' para o Australian Open e concedeu entrevista coletiva em que comentou a luta das mulheres pela igualdade perante os homens no tênis e voltou a criticar Margareth Court.

Billie Jean King foi perguntada a respeito do filme 'Guerra dos Sexos' lançado em outubro passado, que retrata uma partida entra ela e Bobby Riggs, que aconteceu em 1973 e Billie Jean venceu por 6/4 6/3 6/3.

"A maioria das jogadoras não sabem nada dessa história. Não sabe como essa indústria começou, principalmente de como o tênis feminino profissional começou. Eu era uma das que queriam homens e mulheres juntos, mas eles rejeitaram. E é por isso que temos a WTA, eu fiquei muito triste porque não pudemos fazer uma associação juntos, mas eles rejeitaram... É bom as meninas verem, elas conquistaram a igualidade de premiação nos Grand Slams. É um trabalho árduo da WTA, com diretores de torneios. Venus Williams é um grande expoente e agora esta nova geração. Todas essas coisas (as lutas apresentadas no filme) são duras, levam tempo. Temos que seguir trabalhando em todas elas. Eu ainda considero que possas ser apenas indivíduos, podemos ser os dois (homens e mulheres) apenas".

Homossexual assumida, King foi uma das que propuseram que o nome da principal quadra do complexo de Melbourne Park fosse trocada após as declarações polêmicas e consideradas homofóbicas dadas pela ex-tenista australiana Margareth Court: "Fui uma das que propuseram a troca do nome. Margareth venceu mais do que qualquer outro (24 Grand Slams apenas em simples). Mas esta honra (dar nome a quadra) vem com ma grande responsabilidade de inclusão e de bem receber a todos. Eu não acho que ela (a quadra central) deveria ter o nome dela (Court)", disparou.

"Margareth disse coisas muito depreciativas sobre minha comunidade, a LGBTQ. Ela disse que somos filhos do diabo, mas todos somos filhos de Deus. Eu, se fosse jogadora hoje, não aceitaria jogar na Margareth Court Arena", completou.

Mesmo sendo totalmente contra a manutenção da homenagem, King respeita a soberania do povo australiano: "A decisão de mudar o nome ou não pertence ao povo da Austrália, já que esta é uma instalação pública".