Número 1 do mundo, Marcelo Melo quer conquistar mais um Grand Slam em 2018

Marcelo Melo conquistou seis títulos nesta temporada (Foto: Divulgação)

Carolina Alberti
06/12/2017
13:38
São Paulo (SP)

Melhor ano da carreira. É dessa forma que Marcelo Melo define o ano de 2017. Após um início difícil com o novo parceiro, o polonês Lukasz Kubot, o brasileiro se despede desta temporada como número um do mundo em dois rankings (individual e duplas). Já de férias, o mineiro busca novas metas para o ano de 2018. Com os primeiros torneios definidos, Marcelo sonha com mais um título de Grand Slam e vê o título de Wimbledon como um divisor de águas em sua carreira. 

- Este ano, com certeza, foi o melhor da minha carreira. Os títulos que o Lukasz e eu conquistamos, me ajudara a terminar como número um, tanto no individual quanto no de duplas. Sempre deixei muito claro que um dos meus maiores sonhos era conquistar Wimbledon. Foi uma temporada especial - afirma o mineiro. 

Iniciando 2017 com um novo parceiro, Melo revela que dúvidas vieram sobre como seria a temporada. Com problemas para encontrar o 'balanço' nas primeiras competições, o brasileiro vê o torneio de Indian Wells como marco para o entrosamento da dupla. 

- O primeiro ano de uma dupla é sempre para ajustar muitas coisas, ainda mais eu que estava com um parceiro há cinco anos. Uma parceira nova, mesmo eu já tendo sido número um em 2015, gera dúvidas. Também tinha uma certa ansiedade nossa de querer jogar bem juntos. Se vocês analisarem como a gente jogou até Indians Wells e como a gente passou a jogar e como jogamos hoje, é nítida a diferença. Ele entende muito mais como eu jogo e vice-versa. Este era o balanço que eu procurava. 

Atualmente no topo do ranking, Marcelo vê dois momentos cruciais para este final de temporada. Além do tão sonhado troféu de Wimbledon, ele explica que Indian Wells foi fundamental nesta caminhada. 

- O mais marcante para a nossa dupla foi o torneiro de Indian Wells, onde a gente conseguiu balancear e colocar a dupla realmente em alto nível. Depois foram os títulos de Masters 1000. Conquistar três no mesmo ano, com mais duas finais. O ano inteiro teve momentos especiais, mas os dois mais marcantes foram a conquista de Wimbledon e o torneio de Indian Wells.

Mesmo no topo, o brasileiro acredita que ainda precisa evoluir. Contudo, já sabe quais serão as metas para 2018. 

- Nosso objetivo é manter este nível. Ainda temos que evoluir em alguns pontos. O principal é manter o nível que estamos jogando. Quem sabe, conquistar mais um Grand Slam ou um Masters 1000. Ficaríamos muito felizes e mais uma classificação para o Finals, que é um torneio que ainda não conquistamos - conta Marcelo, que completa:

- Ficaria extremamente feliz em ganhar Wimbledon mais uma vez. Também tem alguns Masters que eu ainda não ganhei, o Australian Open, que é um torneio que eu gosto muito de jogar. Mas acho que podemos nos focar em conquistar mais um Grand Slam.

O brasileiro embarca rumo a Austrália no dia 3 de janeiro. Sua primeira competição na temporada inicia no dia 8, com o ATP 250 de Sidney. Na sequência, disputa o Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada e o ATP 250 de Roterdã. 

Sendo o brasileiro com maior número de títulos no tênis, Melo conta que o título em Londres trouxe mais visibilidade.

- Wimbledon era um sonho meu desde pequeno. Não é porque consegui que eu estou satisfeito. Quero outros vários títulos. Eu diria que hoje foi o ponto máximo da minha carreira - conta o Girafa, que ainda comentou sobre o aumento no reconhecimento:

Atualmente, sou reconhecido sim, não só no meio do tênis. Acabo ficando até surpreso com a dimensão. Depois do título de Wimbledon, isso aumentou muito. É um torneiro muito especial. Até quem não acompanha tênis entende toda a tradição.

BATE-BOLA

LANCE!:
 Qual a sensação de ser comparado a dois grandes nomes do tênis nacional, como Maria Esther Bueno e Guga? 

Marcelo Melo: Fico muito feliz de ser comparado com dois grandes ídolos, isso já é um grande feito para mim. Ser o número um e poder ser comparado a eles é motivo de muito orgulho, não só para mim, mas para todos que trabalham comigo.

LANCE!: Por ser o número um, você acredita que terá uma pressão maior? 

M.M.: Acho que não. Eu tenho que usar essa pressão pelo lado positivo e saber que os jogadores vão me respeitar muito mais e sabem o tanto que eu posso jogar.

LANCE!: Este ano, tivemos uma parceria inédita entre Roger Federer e Rafael Nadal. Seria uma dupla que você encararia?

M.M.: Encararia pelo prazer de poder jogar com dois fenômenos do tênis, dois ícones que engrandecem tanto o esporte. Por esse lado sim, mas pelo lado tenístico, seria perigoso.