Surf - Postinho da Barra (foto:Divulgação)

Postinho recebeu bom público no fim de semana. Já Grumari tem acesso limitado (foto:Divulgação)

Jonas Moura
16/05/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Seja pela possibilidade de manobras radicais ou pela maior presença do público, os surfistas que disputam o Oi Rio Pro, etapa brasileira do Circuito Mundial (WCT), não escondem a preferência pelo Postinho em relação a Grumari como palco da disputa.

Após duas fases no masculino e quatro no feminino, os atletas foram testados nos dois cenários. Embora as condições de onda não estejam no nível ideal em nenhum deles, brasileiros e estrangeiros ouvidos pelo LANCE! “votaram” na opção alternativa da competição.

– O Postinho te proporciona manobras mais radicais. É uma onda cavada, que dá velocidade. A de Grumari é mais lenta, difícil de ler. Precisa ter muita sorte. Aqui, ganha quem escolher a onda boa e for mais radical – afirmou Gabriel Medina, que no sábado conseguiu um backflip (espécie de mortal para trás) inédito na onda do Postinho.

A poluição na Barra não tem pesado na opinião dos atletas. Até o momento, ninguém criticou o local, que foi alvo de reclamações no ano passado devido ao esgoto despejado nas proximidades. Este foi um dos motivos para que a organização incluísse Grumari no rol de opções.

– Grumari tem uma onda que balança bastante. Aqui, é mais curta, e uma manobra define a pontuação. Mas o acesso ao público torna o evento bem mais legal – afirmou Alex Ribeiro, que foi eliminado por Medina.

– Prefiro o Postinho. É mais fácil de surfar, estamos hospeados perto da praia e há mais oportunidades para público e mídia chegarem – concordou o australiano Matt Banting.

Com dez classificados para a terceira fase, o Brasil já assegurou ao menos três vagas no quarto round, pois haverá confrontos entre surfistas do país. Gabriel Medina tem pela frente Deivid Silva, Adriano de Souza encara Lucas Silveira, e Ítalo Ferreira enfrenta Marco Fernandez.