Matt Wilkinson

Matt Wilkinson está na liderança do ranking do Circuito Mundial (Foto: DIvulgação/WSL)

Guilherme Cardoso e Jonas Moura
10/05/2016
11:00
São Paulo (SP)

“Ele é o mesmo velho Wilko, jogando um novo jogo”.

A frase acima, de uma matéria do site oficial da Liga Mundial de Surfe (WSL, em inglês), dá um bom resumo sobre o australiano Matt Wilkinson, apelidado de Wilko. Afinal, antes do início da temporada, era difícil alguém apontar o surfista como um dos favoritos ao título. Ou até mesmo alguém lembrar dele ao fazer uma lista com os competidores deste ano. Mas com o mesmo potencial que o mantém na elite desde 2010, só que agora mais focado do que nunca, ele chega ao Rio de Janeiro como o líder do ranking. E como um dos favoritos à vitória.

Aos 27 anos, Wilko já pode ser considerado um veterano no Circuito Mundial. O problema é que os resultados das temporadas anteriores estavam muito abaixo do esperado. Em seis anos, a melhor marca tinha sido a 18ª colocação em 2015. Vitória em alguma etapa? Nem pensar. Até o início de 2016, o principal desempenho era mesmo o vice-campeonato em Santa Cruz (EUA), penúltima disputa de 2012.

A vida atribulada fora do mar justifica um pouco isso. O excesso de irreverência já fez o australiano usar lycras com estampas variadas, com onças, pinturas psicodélicas, entre outras. Se não bastasse, em 2011, ele foi preso por estar bêbado e desacordado nas ruas da Califórnia, nos Estados Unidos.

Agora, em 2016, tudo mudou. Além de ter se afastado das polêmicas, Wilko ainda foi procurar ajuda de um ex-surfista: o irlandês Glenn Hall virou seu técnico.

– Tenho trabalhado duro e tudo começou a dar certo. Parece que, de repente, eu descobri como fazer o meu melhor. Tenho me divertido e sinto que tive um grande crescimento. O plano é ganhar aqui também – afirmou Wilkinson.

Ano passado, o australiano nascido no subúrbio de Copacabana, em New South Wales, caiu na semifinal no Rio de Janeiro. Agora, ele acredita que o resultado pode ser melhor. Com o novo estilo e o mesmo potencial, dá para acreditar.