John John Florence celebra conquista da etapa do Rio do WCT

John John Florence superou condições complicadas no Postinho para chegar ao título (Foto: Daniel Smorigo/WSL)

Jonas Moura
19/05/2016
13:02
Rio de Janeiro (RJ)

A marca de queridinho do público brasileiro está registrada em John John Florence há pelo menos quatro anos. Nesta quinta-feira, ao conquistar pela segunda vez o Oi Rio Pro, etapa do Brasil do Circuito Mundial (WCT), o havaiano garantiu a presença de uma multidão nas proximidades do palco da premiação montado no Postinho, ainda que nenhum atleta da casa tenha chegado à final.  
Pedidos de fotos ou vídeos, gritos desesperados de especialistas ou apenas de curiosos... teve tudo isso na festa do surfista de 23 anos, nascido em Honolulu. Mesmo que o clima não tenha ajudado muito, o contexto era mais do que suficiente para que o personagem do dia assumisse a "identidade" carioca.

- Sim, o Rio já é minha segunda casa (risos). Eu me sinto muito confortável e confiante quando surfo aqui. Estou super feliz, especialmente com a multidão que torceu por mim e em condições tão difíceis - disse Florence, que faturou o Oi Rio Pro em 2012, ao bater Joel Parkinson.


Desta vez, a final foi contra outro australiano. Jack Freestone chegou à decisão embalado pelo vitória sobre Gabriel Medina na semifinal. Mais maduro e acostumado com o assédio, Florence acredita que a maturidade pesou na escolha pelas melhores ondas em condições difíceis. A competição masculina aconteceu em apenas quatro dias da janela, já que as ondas estavam baixas.

- Em 2012, eu estava no meu primeiro ano no Circuito. Foi minha primeira vitória em uma etapa do WCT, então já aprendi muitas lições desde aquela conquista - declarou o surfista.

Com o título no Rio, o surfista de 23 anos somou 10.000 pontos, chegou a 18.700 e saltou da 13ª para a terceira colocação no ranking. O líder ainda é o australiano Matt Wilkinson, campeão de duas etapas, com 24.500. Em segundo lugar, está o brasileiro Italo Ferreira (18.750).

- Os brasileiros estão elevando o nível da competição com os títulos nos últimos anos. E é muito interessante haver diversos surfistas surpreendendo. É um ano diferente - analisou Florence.