Filipe Toledo celebra vitória na penúltima etapa do ano, em Peniche (POR) (Foto: Divulgação/WSL)

Filipe Toledo quer tentar manter a regularidade para se sagrar campeão. Consegue? (Foto: Divulgação/WSL)

Felipe Domingues
09/03/2016
08:40
São Paulo (SP)

O Brasil é o país do surfe. Após dois títulos seguidos na elite, com Gabriel Medina (2014) e Adriano de Souza, o Mineirinho (2015), é difícil contestar essa afirmação. Nesta quarta-feira, a partir das 18h30 (horário de Brasília), os brasileiros se alinham para a etapa de Gold Coast (AUS) do Circuito Mundial, em busca da resposta para a questão: quem será o próximo campeão?

Iniciando o ano com dez atletas, o país tem a chance de quebrar uma marca histórica: desde a criação do Circuito, em 1983, nunca uma nação emplacou um tricampeonato consecutivo com surfistas diferentes.

E a temporada passada dá bons indícios de que isso pode acontecer.

Em 2015, o Brasil abriu o campeonato com tudo. Filipe Toledo foi campeão de duas das quatro primeiras etapas, mas perdeu a liderança na reta final e viu Mineirinho levar a taça. Agora, ele quer mudar essa história.

– Preciso ser constante o ano todo. Não posso negar que gosto de vencer. É isso que me motiva. Ao vencer três etapas no ano passado, passei a acreditar que isso (ser campeão) é possível – disse o jovem de 20 anos, ao L!.

'Ser escolhido como o melhor novato traz confiança. Estou me preparando para isso (brigar pelo título), mas o Circuito é difícil' - Ítalo Ferreira, ao L!

Além dele, o país tem outros concorrentes à taça, como Ítalo Ferreira, sétimo lugar em 2015 e melhor novato, Wiggolly Dantas, também estreante no ano passado e 15 no geral, e Caio Ibelli, campeão da divisão de acesso, na temporada passada. Isso sem contar os atuais detentores do troféu: Medina e Mineirinho.

– Vamos brigar muito para esse tricampeonato acontecer. O Brasil já foi bicampeão consecutivo em algum esporte? Sem querer desmerecer ninguém, mas hoje somos dez na elite do surfe mundial, e isso é bastante relevante – completou Toledo.

'Depois de dois títulos consecutivos, vai ficar difícil à Tempestade' - Wiggolly Dantas, ao L!

No total, a “Tempestade Brasileira” venceu seis de dez etapas no ano passado – a disputa na África do Sul terminou sem campeão – e, entre os sete primeiros lugares do Circuito, quatro surfistas eram do país.

Nesse ano, o Brasil pode sacramentar o que foi escrito na primeira linha desse texto. Mas consegue?