Surf Medina e Mineirinho (foto:AFP)

Nas últimas duas temporadas o Brasil conquistou dois títulos, com Medina (esq.) e Mineirinho (Foto: AFP)

Felipe Domingues
09/03/2016
09:35
São Paulo (SP)

Desde 2014, a expressão mais ouvida pelos amantes de surfe é: "Tempestade Brasileira". O termo utilizado para se referir aos competidores brasileiros na elite do esporte tornou-se uma marca registrada das últimas duas temporadas, já que o título ficou com um surfista tupiniquim - Gabriel Medina (2014) e Adriano de Souza (2015). Mas será que há algum desgaste nessa relação após dois anos de intensas disputas?

Apenas utilizando a última temporada como base, 11 confrontos diretos em quartas, semi ou finais de etapas, sendo duas delas em decisões. Na décima competição do ano, Filipe Toledo derrotou Ítalo Ferreira na briga pelo título em Portugal, enquanto Mineirinho bateu Medina pelo título da 11ª etapa, no Havaí.

- Entre si a relação sempre foi muito boa. Nos conhecemos desde garotos e estamos cada vez mais unidos. O surfe brasileiro está cada vez mais forte e isso tem incomodado muita gente - comentou Toledo, ao LANCE!.

Nesse ano, o país terá o maior número de surfistas na elite desde 2001. Ao todo, dez competidores brasileiros brigam pelo título da temporada, sendo dois estreantes. Além de Medina, Mineirinho, Toledo e Ferreira, Wiggolly Dantas, Jadson André, Caio Ibelli, Miguel Pupo, Alejo Muniz e Alex Ribeiro completam o time.

- Nós somos um time vivendo um sonho em um esporte totalmente individual. Representamos uma nação com muito amor e profissionalismo - disse Dantas, que tem uma opinião semelhante à de um de seus colegas:

- A nossa relação é a mesma de sempre. Apesar de o surfe ser um esporte individual, todos somos amigos e nos damos bem. Torcemos muito uns pelos outros - falou Muniz.

Mas engana-se quem pensa que "tudo são flores" na relação entre os brasileiros. Se fora da água são todos amigos, dentro a disputa é "onda a onda". Para Ítalo, a tranquilidade acaba no instante que as pranchas são colocadas na água.

- Nossa relação é tranquila, todos os brasileiros do Circuito se dão muito bem, mas é claro que existe uma competitividade entre nós.