Alejo Muniz (Foto: Divulgação)

Alejo Muniz tenta retornar à melhor forma na etapa brasileira do WCT (Foto: Divulgação/WSL)

Jonas Moura
13/05/2016
07:00
Rio de Janeiro (RJ)

Herói “indireto” do primeiro título brasileiro no Circuito Mundial de surfe (WCT), quando eliminou o americano Kelly Slater e o australiano Mick Fanning, e abriu caminho para Gabriel Medina erguer o troféu em 2014, Alejo Muniz deseja construir o próprio brilho. Apesar de alguns obstáculos, ele está bem motivado.

Nascido em Mar del Plata (ARG) e naturalizado brasileiro, o atleta acabou fora dos 34 melhores do ranking naquele ano, e foi rebaixado. Em 2015, assegurou o retorno ao tour principal no WQS, divisão de acesso do torneio, mas viu uma lesão no ligamento colateral do joelho esquerdo frustrar seus planos.

Na etapa de Landes (FRA), em outubro, Muniz sofreu uma “vaca”, termo utilizado quando o surfista é engolido pelo mar, na tentativa de um tubo. Deixou a praia com dores e incertezas. O episódio o tirou do restante da temporada, mas ele já havia se garantido entre os dez melhores do ano, o que selou sua volta à elite.

– Precisei acelerar a fisioterapia para voltar o mais rápido possível. Acabei sentindo algumas dores por causa disso, e não pela cirurgia – contou o surfista de 26 anos, após vencer bateria contra Adrian Buchan (AUS) e Sebastian Zietz (HAV) e avançar à terceira fase do Oi Rio Pro, quarta etapa da temporada.

Até movimentos aparentemente simples, como sentar em uma cadeira, ficaram comprometidos. Com isso, Muniz se ausentou dos primeiros eventos do ano, em Gold Coast e Bells Beach, na Austrália. A estreia aconteceu em Margaret River (AUS) com uma 13 colocação, que lhe deu 2.750 pontos. Ele está em 28 lugar.

– Decidi ir para Margaret depois de muitas dúvidas. Mas queria voltar a sentir a energia de vestir a lycra. Agora, já estou melhor – falou.