Flamengo - Alex Muralha (foto:Bruno Zanardo/Fotoarena/Lancepress!)

Alex Muralha foi a grande surpresa na lista anunciada nesta sexta-feira (foto:Bruno Zanardo/Fotoarena/Lancepress!)

Bernardo Cruz
16/09/2016
16:47
Rio de Janeiro (RJ)

O técnico Tite voltou a surpreender. Afinal de contas, a lista anunciada pelo treinador nesta sexta-feira, para os compromissos diante de Bolívia e Venezuela, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, teve seis nomes que causaram um grande burburinho, apesar de alguns já serem esperados.

Neste caso entra o zagueiro Thiago Silva. Preterido por Dunga após a falha na Copa América de 2015, o jogador do Paris Saint-Germain voltou a ganhar corpo com a vinda de Tite para a Seleção. Fora da primeira lista por conta de lesão, o defensor agora teve seu retorno assegurado.

- Depois que fui convidado pra assumir a Seleção, uma das primeiras coisas que fiz foi ligar pra Marcelo e Thiago Silva. Isso eu queria sentir dos atletas. E não citar fatos passados. Thiago disse que é realização pessoal, se dispor ao país. Marcelo diz que família fica toda feliz. Eu queria saber sobre a pré-disposição. Queria sentir o tom da voz que expressa - revelou Tite.

Já Alex Muralha foi a maior surpresa da tarde. Em boa fase com o Flamengo, um dos primeiros colocados do Brasileiro, o goleiro terá sua primeira chance com a camisa verde e amarela. Questionado pela escolha, Tite falou em meritocracia, mas ressaltou que o fato não é de agora:

- Afora o grande momento, Muralha tem grande regularidade. Vem fazendo um grande campeonato. O jogo que assistimos contra o Palmeiras, defesas, saídas de bola. Isso conta. Mas essa regularidade dele vem desde o Figueirense. Há dois anos ele está atuando muito bem - destacou.


Outro ponto questionado durante a coletiva foi em relação aos 24 jogadores convocados, uma vez que Paulinho, suspenso, não enfrenta a Bolívia. Sobre a necessidade de cortar um jogador pela primeira vez desde que assumiu o cargo, Tite declarou que vai procurar pensar nisso apenas mais para frente.

- Se dependesse de mim, não teria essa condição. É difícil, mas cabe a mim. Chegar pro atleta e dizer. É da minha atividade e farei se acontecer. Até lá pode acontecer alguma coisa que não necessite do corte - disse.

​Por fim, o comandante da Seleção falou sobre os próximos desafios e ressaltou o processo de maturidade que o grupo está passando.

- Bolívia venceu o Peru e empatou com o Chile, bicampeão da América. O resultados também falam. A maturidade vai ser importante pra repetir potencial de atuação. Claro que eu gosto da nossa forma de jogar, mantê-la independentemente do adversário. Quem tem maturidade sabe do que eu estou falando - disse.

Com 15 pontos conquistados, o Brasil está na segunda posição das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.