Bernardo Cruz e Igor Siqueira
22/08/2016
13:21
Rio de Janeiro (RJ)

A primeira convocação de Tite na Seleção Brasileira teve surpresas. Entre elas, velhos conhecidos do treinador durante passagens dele por grandes clubes brasileiros. Mas Tite rechaça qualquer tese que o chamado de Paulinho, Fagner, Giuliano e Taison tenha sido por parceria antiga em vez de merecimento. 

O treinador foi indagado na coletiva desta segunda-feira se estaria chamando os "parças" para facilitar o "azeitamento" do time, que ainda conta com um bloco de jogadores incontestáveis (como Neymar, Miranda, etc ) e remanescentes da Seleção olímpica (Weverton, Renato Augusto, Marquinhos, Rodrigo Caio, Gabigol e Gabriel Jesus). Mas Tite fez questão de rejeitar o termo "parças" na Seleção.

- Eu gostaria que tivesse uma conotação diferente de “parças”. Tem uma conotação de privilégio, e eu não busco. Talvez um outro adjetivo. Eu acompanhei o Taison in loco, ele joga numa posição que me dá a possibilidade de jogar com uma forma, com dois atacantes centralizados, com jogo apoiado e ter triangulações. É assim que ele tem jogado. E o Giuliano há duas temporadas tem jogado bem. O Paulinho fala por si só - afirmou o treinador, que ainda completou a resposta citando o volante Elias, do Corinthians:

- Se eu tivesse assim, falando de “parças”, eu traria o Elias. Não foi fácil deixar ele de fora, foi meu jogador até ontem. Mas falando de um ritmo e retomada de seu padrão normal. Tento, na medida do possível, ser justo e avaliar o momento.

Os 23 convocados por Tite vão entrar em campo pela primeira vez contra o Equador, dia 1 de setembro, pelas Eliminatórias. O desafio seguinte será contra a Colômbia, em Manaus.