Brasil x Iraque (Foto:Lucas Figueiredo)

Psicólogo atenta que único talento não é suficiente para ganhar um campeonato (Foto:Lucas Figueiredo)

RADAR / LANCE!
10/08/2016
17:20
Rio de Janeiro (RJ)

O início decepcionante da Seleção olímpica na Rio-2016 não é atribuído apenas ao mau desempenho nas quatro linhas. Psicólogo do esporte, Gustavo Korte atribui os tropeços diante de África do Sul e Iraque  à maneira como os canarinhos não montaram uma equipe:

- A impressão é de que na Seleção olímpica não existe um alinhamento entre os jogadores capaz de transformá-los em uma equipe. Em virtude de falhas de comunicação, a dependência do talento fica muito grande. Quando o talento pode ganhar um jogo,  mas não é suficiente para ganhar um campeonato - afirmou, ao LANCE!.

Psicólogo formado pela PUC/SP e com doutorado na Finlãndia, Korte crê que  a importância de Neymar para o Brasil não pode se restringir à braçadeira de capitão ou à necessidade de ele fazer a diferença:

- Quando o talento deixa de ver sua habilidade acima do normal surgir em uma partida, é essencial que o jogador seja utilizado como mais um da equipe. Isto passa, inclusive, pela maneira como o treinador lida com sua presença: é necessária a coragem do treinador em mostrar que o Neymar estar passível a ser substituído.

Korte ainda vê uma dispersão de foco dos jogadores causada pelas relações em tempos de redes sociais: 

- Estamos em um tempo em que cada um se preocupa com o virtual, inclusive os jogadores. Mas cabe ao treinador fazer algumas dinâmicas de grupo, para unir a equipe de fato e evitar consequências drásticas.

O psicólogo do esporte atribui as eliminações na Copa do Mundo de 2015 e as quedas na Copa América de 2015 e na Copa América Centenário ao trato com os jogadores

- Não houve um preparo para o Brasil perder, quando isto pode acontecer. É fundamental dar suporte para que a equipe manter-se com foco, e evitar um abatimento completo.