Bruno Cassucci
09/08/2016
14:05
Enviado especial a Salvador (BA)

Renato Augusto negou estar mal fisicamente ou ser influenciado pelo nível técnico do Campeonato Chinês, no qual atua desde o começo do ano. Segundo o camisa 5 da Seleção Brasileira, ele não tem se destacado tanto como em 2015, quando foi o craque do Brasileirão pelo Corinthians, por conta do papel tático que tem desempenhado na Olimpíada.

Jogador mais velho da equipe, ele foi substituído no segundo tempo da partida contra a África do Sul e perdeu um gol claro nos acréscimos do segundo tempo do duelo contra o Iraque.

- Existe um trabalho tático, no Corinthians a gente jogava com um tripé, praticamente com três volantes, eu era um deles. Às vezes você (jornalista) não entendeu que a equipe mudou. Não posso fazer a mesma coisa senão vou deixar um buraco na zaga. Tem que respeitar o esquema tático da equipe. No primeiro jogo, contra a África, eu sai um pouco mais e sofremos um contra-ataque perigoso, então me resguardei mais para dar sustentação ao Thiago, liberando o Zeca. São variações táticas, você não pode sair como um louco, a posse de bola é importante, ainda mais em um time jovem - opinou.

O técnico Rogério Micale, que concedeu entrevista coletiva ao lado do meia, saiu em defesa do jogador e ressaltou a função que ele desempenha para a equipe.

Renato, que contratou um personal trainer para trabalhar com ele na China, disse estar bem condicionado e que não há problema físico que o atrapalhe.

- Fiz todos os testes normais no futebol, estou exatamente igual ao ano passado. Como disse, tem que levar em conta as variações táticas - declarou.

Em busca da primeira vitória na Rio-2016 e da classificação para as quartas de final da competição, a Seleção volta a campo nesta quarta-feira, diante da Dinamarca, na Arena Fonte Nova, em Salvador.