Renato Augusto dá coletiva no primeiro dia da Seleção na Granja Comary (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)

Renato Augusto dá coletiva no primeiro dia da Seleção na Granja Comary (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)

Bernardo Cruz e Igor Siqueira
21/03/2016
13:28
Teresópolis (RJ)

O técnico Dunga avisou que a cobrança sobre os “chineses” da Seleção Brasileira seria alta. E diante disso o meia Renato Augusto assegura que está em perfeitas condições de defender as cores do Brasil pelas Eliminatórias, mesmo tendo feito só um jogo oficial nos últimos meses pelo Beijing Guoan. Segundo o jogador, ele não está na delegação para perder tempo.

- Eu me preocupei um poco mais com a parte física. Por isso tenho um profissional específico para melhorar o rendimento. Não fui lá a passeio, nem estou aqui a passeio. Continuei fazendo trabalho, estou bem fisicamente – avisou Renato, primeiro a conceder coletiva na Granja Comary, nesta segunda-feira.

Apesar de garantir uma preparação física boa, o aspecto ritmo de jogo é um ponto em que o jogador admite deficiência.

- Claro que amistoso não é a mesma coisa. Mas tivemos uma pré-temporada muito longa, pude me preparar especificamente. Pude me preparar mais. Como tudo na vida, há prós e contras. Estou em uma forma muito boa, talvez até melhor do que antes, mas com a falta de campeonato, você acaba perdendo o ritmo de jogo. Mas acabo conseguindo render em alto nível - explicou.


Renato ainda falou que a vida na China não é tão absurda como às vezes é o estereotipo. E ainda “profetizou” que mais companheiros de Seleção podem se mandar para o futebol oriental na próxima janela.

- Se você olhar um tempo atrás, jogar na Rússia e na Ucrânia e ser convocado era absurdo. Hoje, não é mais. O futebol chinês é o que mais cresce no mundo. Tem brasileiros e estrangeiros. A tendência é que o nível suba ainda mais. Me falaram que era muito, muito ruim, mas cheguei lá e vi que não era bem isso. Foi uma surpresa positiva, porque posso jogar em alto nível e a tendência é melhorar. Não se surpreendam se outros jogadores que estão aqui hoje na Seleção apareçam na China – apostou Renato, citando Lucas Lima e Ricardo Oliveira como exemplos dos que “bateram na trave” na concretização da transferência:

- A tendência é que jogadores da Seleção chamem mais atenção. Tentaram alguns jogadores nessa janela. Por tempo, talvez, não tenha dado certo. Ouvi falar do Ricardo Oliveira, Lucas Lima... É inevitável. O futebol está crescendo, jogadores da Seleção vão ser bem visados.

Com Renato Augusto e mais dez, a Seleção Brasileira faz na tarde desta segunda-feira o primeiro treino em Teresópolis antes de enfrentar o Uruguai, sexta-feira, no Recife.