Renato Augusto pela Seleção Brasileira (Foto: Pedro Martins / MoWA Press)

Renato Augusto foi titular na partida contra o Equador, na estreia de Tite  (Foto: Pedro Martins / MoWA Press)

LANCE!
05/09/2016
07:45
Manaus (AM)

A carreira de Renato Augusto tem uma lista de momentos em que precisou contrariar prognósticos negativos. Na Seleção Brasileira, o roteiro também não fugiu à regra. Mais uma vez ele driblou um cenário de desconfiança e hoje pode ser considerado peça “permanente” na equipe nacional nas Eliminatórias para a Copa.

Entre a primeira oportunidade com a Seleção, em amistoso contra a França em 2011, sob a batuta de Mano Menezes, e o retorno, com Dunga há quase um ano, Renato nunca foi visto como uma unanimidade. Lesões vieram, má forma na Alemanha... A boa fase no Corinthians, que seria campeão com ele sendo uma das peças-chave, e boas atuações com a camisa amarela trouxeram mudança de panorama.

A transferência para o Beijing Guoan, da China, mais uma vez colocou em xeque a possibilidade de continuidade na Seleção Brasileira. A interrogação em relação a jogadores de centros de menor expressão pesavam. Renato mais uma vez contrariou algumas previsões e seguiu sendo lembrado por Dunga.
Mesmo com a saída do capitão do tetra, o meia seguiu prestigiado. Foi chamado para ser um dos atletas acima de 23 anos a defender o Brasil na Olimpíada. Foi fundamental para a conquista da medalha de ouro, sendo um dos melhores em campo na final contra a Alemanha. Além disso, quem assumiu a batuta da Seleção principal foi Tite, que foi seu técnico no Corinthians em 2015.

Retribuiu a confiança do técnico em sua primeira convocação no novo cargo com um desempenho sólido na goleada sobre o Equador. O fato de ser tratado como homem de confiança de Tite também será fundamental para a consolidação cada vez maior como um dos pilares para o retorno da regularidade nas Eliminatórias para a Copa-2018.

Amanhã, contra a Colômbia, Renato Augusto terá nova oportunidade de seguir mostrando ao que veio. Se depender do retrospecto em 2016, o meia tem tudo para mais uma vez ser fundamental em um bom resultado da Seleção. Como se isso fosse necessário após driblar os mais diversos obstáculos que teve ao longo da carreira.