Bruno Cassucci e Fellipe Lucena
15/08/2016
08:00
Teresópolis (RJ)

O clima quente na partida contra a Colômbia fez acender um sinal de alerta na Seleção Brasileira. Rogério Micale e sua comissão técnica querem uma equipe competitiva, mas temem serem prejudicados por eventuais atitudes destemperadas e expulsões dos jogadores.

A ideia é ter um time competitivo, mas na medida certa. Para ressaltar a importância disso, Micale usa como exemplo uma derrota sofrida pela Seleção no ano passado. Na semifinal dos Jogos Pan-Americanos do Canadá, o Brasil vencia o Uruguai por 1 a 0, mas teve um jogador expulso e acabou sofrendo a virada.

- Os jogadores são jovens, mas têm rodagem. Temos uma certa experiência de jogar contra escolas sul-americanas. Joguei um Pan-Americano em que estávamos ganhando de 1 a 0, sendo provocados, perdemos aquele jogo e a medalha de ouro. Passamos para o jogador que, se a gente não entrar nesse jogo de revide, vamos ser mais fortes. Precisamos competir, não podemos ser passíveis, mas com sangue muito frio, quase sangue de barata - disse Micale, que já era treinador da equipe na época, e aponta a fórmula do sucesso:

-. Cabeça fria e coração fervendo para jogar futebol e competir! - declarou.

A Seleção está a dois jogos do inédito ouro olímpico. Nesta quarta-feira, o time encara Honduras, pela semifinal da competição, no Maracanã. O Brasil não tem nenhum jogador pendurado, já que os cartões amarelos são zerados após as quartas de final.