Bernardo Cruz, Bruno Cassucci e Igor Siqueira
20/08/2016
21:46
Rio de Janeiro (RJ)

Neymar não quer ser mais o capitão da Seleção Brasileira. Dono da braçadeira com os técnicos Dunga e Rogério Micale, ele pediu para deixar o posto depois de protagonizar a conquista da medalha de ouro na Olimpíada, neste domingo, no Maracanã, em vitória nos pênaltis sobre a Alemanha.

- É uma coisa que já conversei com a minha família. A partir de hoje não quero mais ser capitão da Seleção - disse o camisa 10, logo depois de descer do pódio com a medalha de ouro no peito.

Durante o período como como capitão, que durou cerca de dois anos, o camisa 10 foi muito contestado por suas posturas dentro e fora de campo. Havia a expectativa de que ele perdesse esta condição para o goleiro Fernando Prass durante a Rio-2016, mas Micale preferiu não trocá-lo e, na sequência, o veterano de 38 anos acabou cortado.

Questionado na sala de imprensa do Maracanã, cerca de uma hora após a conquista do ouro, Micale sinalizou aprovação à renúncia do "posto" de capitão feita por Neymar. O treinador inclusive se lembrou da ocasião em que o escalou com a faixa para a Rio-2016.

- É um gesto nobre do Neymar, assim como ele teve comigo quando tivemos uma conversa. Agora posso falar: eu tinha decidido que ele seria capitão antes, pois achava que ele tinha essa condição - declarou.

- Acho nobre ele deixar o Tite à vontade para escolher o futuro capitão da equipe. Mais uma vez ele mostra maturidade. Aqui na Seleção ele se mostrou um líder, um cara dedicado, saio com as melhores impressões dele e de todo o elenco, que foi fantástico - completou.

O técnico da Seleção principal, Tite, deve promover um rodízio da braçadeira, como fazia no Corinthians, ex-clube dele. Assim, a cada jogo ou convocação a equipe deve ter um capitão diferente.