De volta ao futebol Muricy brinca: ‘Estou invicto há oito meses'

Muricy Ramalho criticou postura arrogante do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira (Foto: LANCEPRESS)

RADAR/LANCE!
07/02/2016
16:28
Rio de Janeiro (RJ)

De volta ao Rio de Janeiro, desta vez para treinar o Flamengo, o Flamengo, Muricy Ramalho relembrou o dia em que disse não à Seleção Brasileiro, em 2010. Na ocasião, Muricy trabalhava no Fluminense e recebeu o convite para treinar a Seleção, mas não entrou em acordo com o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira. De acordo com o treinador, de 60 anos, a reunião que teve com o ex-cartola para tratar do tema não teve nenhuma consistência. Prova disso, segundo ele, foi o que o Teixeira fez com Mano Meneses, que acabou sendo o escolhido para o cargo.

- Ficamos três horas e meia conversando sobre o time para a Copa do Mundo, mas eu senti que era uma coisa muito vaga. Basta ver o que aconteceu com o Mano (Menezes), que tiraram ele. Acho que nunca aconteceu em nenhuma parte do mundo de um técnico falar não para a seleção de seu país. Mas não senti firmeza na pessoa (Ricardo Teixeira). E para eu aceitar uma coisa, precisa ter parceria - disse Muricy, em entrevista à "TV Globo".

Mano Meneses, que na ocasião era técnico do Corinthians, acabou sendo contrato depois do não de Muricy. Ele foi demitido em 2012. Para Muricy, Ricardo Teixeira era uma pessoa arrogante, que desconsiderou o acordo que ele tinha com o Fluminense.

- Ele ( Ricardo Teixeira) é meio arrogante. No fim da conversa ele disse que já estava tudo certo para eu ser treinador da seleção brasileira. Mas eu disse que havia um problema. Disse que havia dado a palavra para o Fluminense, que ia ficar dois anos. Ele me perguntou se eu tinha assinado algo com o Fluminense. Disse que não, que eles tinham minha palavra. O clube e a torcida tiveram muito carinho comigo - disse Muricy.

Após recusar o cargo de técnico da Seleção, Muricy continuou à frente do Fluminense e terminou o ano sendo campeão brasileiro daquele ano. Com o sucesso nas Laranjeiras, o treinador afirmou que jamais se arrependeu da decisão que tomou.

- Não me arrependo de nada. Fiquei lá e o Fluminense atropelou naquele ano - disse o treinador.