Rogério Micale, técnico da Seleção olímpica (Foto: Lucas Figueiredo/Mowa Press)

Rogério Micale, técnico da Seleção olímpica (Foto: Lucas Figueiredo/Mowa Press)

Bernardo Cruz e Igor Siqueira
29/06/2016
12:54
Rio de Janeiro (RJ)

Neymar era o capitão de Dunga, mas isso não quer dizer que ele será o capitão de Rogério Micale na Seleção olímpica. O craque é um dos jogadores acima de 23 anos chamados para a Rio-2016, assim como Fernando Prass e Douglas Costa, mas Micale não vai dar de cara a faixa de capitão para ele.

- Vou conhecer o Neymar, olhar no olho, conversar como pessoas, como homens que somos. Viver com outros atletas e ver característica de cada um. Seria leviano tecer comentário de uma pessoa que não tenho convivência. Não posso dizer nada, se não teve mínimo de convivência, vamos esperar, viver e conviver. Acredito que Neymar possa ser capitão como qualquer outra. Vai depender do treinamento, trabalho, conversar. Respeito mútuo, daí vamos tirar conclusões - afirmou Micale, na coletiva nesta quarta-feira, revelando que quer mais lideranças no grupo:

- A faixa é uma exposição pública. Eu não quero um. Quero todos com esse perfil.

Nos amistosos da Seleção olímpica, Rodrigo Caio era o capitão. No Pan-Americano de Toronto, o zagueiro Luan, do Vasco, teve a faixa.

- O Luan foi o capitão no Pan. Tem sequencia no Vasco da Gama. A opção foi por estudo. Tem um perfil agregador de liderança - disse Micale.

Um outro candidato é Fernando Prass, do Palmeiras.

- Dentro da Seleção buscamos agregar perfil de liderança. Acho que não podemos deixar essa carga só para um atleta. A expectativa é que Neymar corresponda. Eu sei o desejo que ele tem de ganhar. Espero que ele vá conduzir os mais jovens, assim como o Prass e o Douglas Costa, que nos ajudem a focar no objetivo maior, que é, dentro da coletividade, conseguirmos essa conquista.