Rogério Micale, técnico da Seleção olímpica (Foto: Lucas Figueiredo/Mowa Press)

Rogério Micale durante a entrevista coletiva nesta quarta-feira (Foto: Lucas Figueiredo/Mowa Press)

Bernardo Cruz e Igor Siqueira
29/06/2016
12:40
Rio de Janeiro (RJ)

O maior desafio da carreira. A realização de um sonho. Essas duas frases, aliadas a um semblante de satisfação, franqueza e simplicidade marcaram a entrevista coletiva de Rogério Micale durante o anúncio dos 18 convocados para os Jogos Olímpicos, que acontece em agosto, no Rio.

Sincero, o comandante que terá a missão de conduzir o anfitrião a um inédito ouro, único título que falta ao futebol brasileiro, revelou ter frio na barriga, mas se diz preparado para a missão que terá pela frente.

- Se não falasse que não senti um frio na barriga estaria mentido. Talvez seja a maior oportunidade da minha carreira. A segurança que eu tenho é tudo o que eu passei na carreira, os trabalhos e obstáculos que me credenciaram para isso. Não vou sentir nenhum constrangimento de recorrer ao Tite. Quero estar muito perto. Vou trabalhar com muita paixão - revelou.

Micale ressaltou também como foi elaborada a relação dos 18 nomes que vão defender o Brasil na Olimpíada. O treinador revelou, devido a quantidade restrita que cada seleção deve levar em sua delegação e dificuldade na liberação junto aos clubes, que a versatilidade foi um ponto primordial.

- Vejo equilíbrio entre defesa e ataque. Privilegiamos a versatilidade dos jogadores. Marquinhos pode ser lateral, Fred e Rafinha também atuando em diversas áreas. É uma lista complexa e precisamos ver todas as possibilidades - afirmou Micale, que também falou sobre a pressão pela conquista do ouro após a perda em cada de uma Copa do Mundo:

- Estamos falando do futebol, onde pode vencer, empatar ou perder. Compete a nós se preparar da melhor forma possível e colocar em prática. Ter em mente o significado do objetivo que temos com a busca do ouro, mas é um jogo e que pode acontecer os três resultados. Vamos minimizar os erros, trabalhar e jogar futebol. Estou confiante - declarou.

Por fim, Micale afirmou que o momento do futebol brasileiro é de esquecer o que aconteceu no passado e focar no trabalho futuro:

- Precisamos superar a depressão, deixar o que ficou no passado para trás. A motivação precisa vir de dentro para fora. Representamos o futebol mais vitorioso do mundo. Isso por si só já bastaria. É olhar para frente, corrigir os erros e seguir em frente. Trabalhar para o futuro. Construir um novo.