Giuliano - Treino Seleção

(Foto:Pedro Martins/mowa press)

LANCE!
29/08/2016
22:10
Quito (EQU)

Quando Tite revelou os 23 nomes de sua primeira convocação como treinador da Seleção Brasileira, alguns chamaram a atenção. Um deles foi o do meia Giuliano, que até o primeiro semestre de 2016 estava no Grêmio, e agora defende o Zenit (RUS).

O jogador é considerado por Tite como um homem de confiança, uma vez que os dois trabalharam no Internacional. Além disso, o treinador da Seleção sempre foi um entusiasta do futebol do meia.

- Trabalhei com o Tite no Inter em 2009. Cresci muito como pessoa e jogador. Taticamente ele me deu algo que eu não tinha. Ele assumiu a Seleção e me ligou, dizendo que estava me acompanhando. Falou para eu ficar alerta. Uma semana depois veio a convocação que me enche de orgulho. Fico feliz por ter a confiança dele, ter trabalhado junto gera essa confiança - afirmou.

Giuliano, que já teve outras oportunidades pela Seleção, afirma que vive um momento de evolução na carreira.

- Chego muito motivado, estou em evolução na minha carreira. Ganhando experiência, força física e tática. Isso me dá muita confiança. Venho com a ambição de poder ajudar a Seleção da maneira que puder. Quero contribuir. Tenho por característica essa versatilidade. Exerci várias funções na minha carreira. Segundo volante, homem de ligação na linha de três - afirmou.

O meia, de 26 anos, ressaltou também a importância dos treinos em Quito por conta da altitude. Ele revelou ainda que já passou por situações parecidas no país e conseguiu bons resultados:

- Já tive duas experiências diferentes aqui: chegando bem antes e bem próximo ao jogo. Nas duas tive êxito aqui. Isso me dá confiança. Estamos tentando assimilar a altitude. A velocidade da bola é maior. Em algumas acelerações durante o jogo, a recuperação demorar um pouco - analisou.

Por fim, Giuliano se mostrou ciente do momento delicado que a Seleção vive nas Eliminatórias (sexto colocado com nove pontos). O meia afirmou que é preciso o time ganhar corpo ao longo do torneio para deixar a situação incômoda para trás.

- Vamos encarar com muita seriedade, sabendo que precisamos evoluir e entrar na zona de classificação. Isso vem com o dia a dia, se entrosando, se conhecendo. Buscando o que está faltando. É um dia de cada vez, o Equador será muito difícil. Depois vamos pensar na Colômbia - finalizou.