RADAR/LANCE!
31/05/2016
00:30
Rio de Janeiro (RJ)

O último teste da Seleção Brasileira antes da disputa da Copa América Centenário parece não ter servido como parâmetro para a disputa da competição continental, que começa a ser disputa a partir da próxima sexta-feira. No último domingo, diante do frágil Panamá, os comandados de Dunga venceram por 2 a 0, com gols de Jonas e Gabriel, no estádio Dick's Sporting Goods Park, em Denver (EUA). A partida que ficou marcada pelo ritmo de treino.  

O Brasil está no Grupo B da Copa América, ao lado de Haiti, Equador e Peru. O primeiro confronto da Seleção será contra os equatorianos, neste sábado, às 23h (de Brasília), no estádio Rose Bowl.

Confira análises de especialistas sobre o duelo diante do Panamá:

Carlos Alberto Vieira, editor do LANCE!

Teve coisa boa. Philippe Coutinho mostrou atitude e boa movimentação, Jonas fez o dele, Gabriel de conta do recado que foi um ótimo cartão de visitas e Willian manteve o histórico de boas atuações pela Seleção.

O Brasil buscou o gol, mas a péssima mira fez o resultado contra o fraco Panamá parar só no 2 a 0, o que foi decepcionante.

Qualquer teste vale para aumentar o entrosamento do grupo. Mas o que vi, no geral, não foi bom. O Brasil se impôs contra um rival fraco, mas se percebeu muito toquinho que não leva a nada. Cada vez mais eu acho que Dunga acerta na convocação, mas não sabe bem o que fazer com os jogadores que tem em mãos. Quando eu digo lá em cima que teve coisas boas, foram situações individuais, e não coletivas. No futebol de hoje, depender de individualidade nos leva a vencer o Haiti. Não nos leva a derrotar o Equador (para não usar como exemplo uma seleção de ponta, pois aí seria covardia)

João Carlos Assumpção, colunista do LANCE!

O amistoso contra o Panamá valeu muito pouco para a Seleção, não serve como parâmetro dada a fragilidade do adversário, que não sabe armar, não sabe marcar e tem um ataque fraquíssimo.

Valeu apenas para dar um pouco de ritmo de jogo para alguns atletas, nada mais do que isso.

Nossa defesa quase não foi exigida, embora tenha mostrado que precisa melhorar em lances de bola parada.

Se o Brasil tivesse forçado mais um pouquinho teria com tranquilidade chegado à goleada, já que poderíamos ter um placar bem mais amplo que os 2 a 0.

Para a primeira fase da Copa América não prevejo problemas para a Seleção, a questão é o que teremos a partir daí, já que o time não tem entrosamento, Dunga não encontrou a formação ideal mesmo após quase dois anos de trabalho e o reflexo estamos vendo nas eliminatórias e deveremos ver na Olimpíada, para a qual não nos preparamos adequadamente também.

Um jogo contra um adversário tão frágil como o de ontem serve apenas para banalizar os amistosos do Brasil e afugentar cada vez mais o torcedor da Seleção. Não à toa hoje muitos torcem contra a Seleção canarinho, que há tempos está dissociada da população e virou um símbolo da CBF, não do país. Quando deveria ser o contrário.