RADAR/LANCE!
01/07/2016
07:55
Rio de Janeiro (RJ)

Uma das gerações mais talentosas da Seleção Brasileira encerrou sua história em Copas do Mundo há exatos dez anos. No dia 1 de julho de 2006, o Brasil encarou a Franças nas quartas de final. O sentimento de dar o troco no adversário após a perda do Mundial de 1998 era o maior desejo da torcida e de alguns membros daquela delegação.

Contudo, o filme se repetiu: Zidane acabou com o jogo, a França eliminou o Brasil e evitou assim mais um título mundial que era dado como certo para a equipe verde e amarela. Aliás, desde o período de preparação, muitos problemas, oba oba, entrou outros aspectos contribuíram para que aquela geração de personalidade forte e vitoriosa saísse da Copa pela porta dos fundos.


Uma prova de que ali se iniciaria uma mudança de cenário dentro da Seleção em relação ao mundo é refletido no seguinte aspecto: apenas oito jogadores do grupo de 23 estão na ativa. Destes, Zé Roberto, atualmente no Palmeiras, perto dos 42 anos, é um exemplo.
No entanto, dois casos são dos mais emblemáticos: Ronaldinho Gaúcho e Adriano, candidatos a líderes e sinônimo de qualidade e eficiência do futebol brasileiro, começaram a ter uma queda na carreira, vivendo apenas de períodos de alto rendimento, mas longe daquilo que mostraram com as camisas de Barcelona e Inter de Milão.

Abaixo confirma como estão os 23 jogadores daquele elenco:
Goleiros
- Dida: Atuou no Internacional até o ano passado. Agora estuda para ser treinador.

- Rogério Ceni: Ídolo do São Paulo também atuou até o ano passado, após encerrar a carreira no clube paulista.

- Júlio César: Terceiro goleiro na Alemanha, foi titular nas duas Copas seguintes. Atualmente defende o Benfica.

Defensores
- Cafu: Lateral e capitão da Seleção se aposentou 2008. Atualmente administra sua própria fundação.

- Lúcio: Foi titular também na Copa seguinte, quando encerrou seu ciclo na Seleção. Atuou em 2015 no futebol da Índia.

- Juan : Titular em 2006 e repetiu a dupla com Lúcio em 2010. Atualmente defende o Flamengo, onde foi revelado.

- Roberto Carlos: Foi sua última Copa. Ainda seguiu a carreira por mais alguns anos. Agora trabalha como técnico.

- Cicinho: Reserva, não se firmou na Seleção. Ainda está na ativa e jogou na última temporada na Turquia.

- Luisão: O zagueiro também segue em atividade. É um dos ídolos do Benfica (POR).

- Cris: Após carreira sólida no futebol da França, atuou por Grêmio e Vasco antes de encerrar a carreira.

- Gilberto: Outro que ainda teve uma carreira com desafios pela frente. Parou de jogar em 2012.

Meias
- Emerson: O volante, que seria capitão em 2002, atuou até 2009.

- Kaká: O meia era uma das esperanças de liderança para a Seleção. Cumpriu este papel no ciclo da Copa-2010, apesar de não render muito na África do Sul. A má fase no Real Madrid se refletiu na diminuição de espaço. Está no Orlando City e ainda era chamado recentemente.

- Ronaldinho Gaúcho: Melhor Jogador do Mundo em 2006, era o craque da Seleção. Todos esperavam ainda mais feitos. Contudo, ele foi perdendo, aos poucos, o interesse total pelo futebol. Alternou a vida de festa com momentos competitivos, sobretudo no Atlético-MG, mas jamais voltou a ser o mesmo com a camisa verde e amarela.

- Zé Roberto: Foi o grande nome do Brasil na Copa-2006. Após o Mundial nunca mais jogou pela Seleção por opção própria. Prestes a completar 42 anos segue atuando pelo Palmeiras.

- Gilberto Silva: Seguiu como uma das lideranças no ciclo seguinte. Foi disputar a Copa de 2010. Parou de jogar em 2015.

- Mineiro: Foi a surpresa na Alemanha. Chegou para a vaga de Edmílson machucado. Teve sequência com Dunga, mas depois foi desaparecendo do mapa do futebol brasileiro.

- Juninho Pernambucano: Após reinar na França, voltou ao Brasil para jogar no Vasco onde se aposentou em 2013. É comentarista atualmente e se despediu da Seleção na Copa de 2006.

- Ricardinho: Atualmente é técnico de futebol. Foi peça de apoio na convocação realizada por Parreira em 2006.

Atacantes
- Adriano: O Imperador já reinava na Inter de Milão mesmo com a pouca idade. Não fez uma Copa empolgante, mas era esperança para o futuro. Contudo, assim como Ronaldinho Gaúcho, apesar de alguns lampejos de bons momentos, nunca mais voltou a ser o mesmo. Não está aposentado, mas segue sem clube.

- Ronaldo Fenômeno: Consagrado, foi disputar sua última Copa. Mesmo acima do peso, bater o então recorde de Gerd Muller como o maior artilheiro das Copas (superado por Klose em 2014). Atualmente é empresário.

- Fred: Deixou sua marca em um jogo em 2006. Se reencontrou no Fluminense e virou titular na Copa de 2014. Atualmente atua no Atlético-MG.

- Robinho: Esperança futura, cumpriu bem o papel todas as vezes que vestiu a camisa da Seleção, apesar de não ser tão decisivo quanto se imaginava. Também atua pelo Galo.