Coletiva do José Maria Marin na CBF - Delfim de Pádua Peixoto (Foto: Mowa Press)

Delfim de Pádua Peixoto é um dos vice-presidentes da CBF (Foto: Mowa Press)

Fábio Suzuki
07/01/2016
13:12
São Paulo (SP) 

Andrés Sanchez deixou o cargo de superintendente de futebol do Corinthians esta semana e estaria articulando para assumir a presidência da CBF com a possível saída de Marco Polo Del Nero. Mas para o vice-presidente da entidade, Delfim Peixoto, o deputado federal só poderá chegar ao cargo em 2019, quando estão previstas as próximas eleições, e refuta que ele esteja fazendo oposição a Del Nero na CBF.

- O Andrés é meu amigo. Mas essa história de que ele está brigado com a CBF é bobagem – afirma Peixoto, que é presidente da federação catarinense e um dos cinco vices da entidade que administra o futebol brasileiro.

- Ele pode ser presidente da CBF mas terá que esperar 2019 pois há um estatuto que está em vigor na entidade. Antes disso, só por golpe – completou o dirigente catarinense.

"Ele pode assumir a presidência da CBF mas terá que esperar 2019 pois há um estatuto em vigor", Delfim Peixoto.

Antes do pleito que elegeu Del Nero como presidente da CBF no lugar de José Maria Marin, Andrés tentou formar uma chapa para concorrer ao cargo mas a iniciativa não vingou. Desde então, é tido como um opositor de Del Nero à frente da entidade. Entretanto, Peixoto nega que haja essa oposição citando o encontro dos dirigentes no dia do depoimento do presidente da CBF na CPI do Futebol.

Segundo Peixoto, eles se abraçaram efusivamente e que Del Nero parabenizou Andrés pelo “trabalho que está fazendo”.

- Agora precisamos saber que trabalho é esse, se é o de deputado federal ou algum outro que ninguém sabe ainda – afirmou o dirigente catarinense.
A reportagem não conseguiu contatar Andrés para comentar o assunto.