Coronel Nunes na convocação da Seleção (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)

Coronel Nunes na convocação da Seleção (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)

Igor Siqueira
07/03/2016
16:59
Rio de Janeiro (RJ)

Em um ano recheado de escândalos prejudiciais à imagem, a CBF arrecadou menos com patrocínios em 2015, levando em conta a comparação com 2014, ano de Copa do Mundo no país. O montante que entrou nos cofres da entidade graças aos patrocinadores no ano passado foi de R$ 339,6 milhões. Em 2014, esse mesmo item representou entrada de R$ 359,4 milhões.

Dentro da entidade, há quem veja a queda nos patrocínios como fator normal, já que a comparação é com um ano de Copa do Mundo, quando muitas marcas aproveitam a "onda" de exposição do futebol.

No entanto, a CBF conseguiu compensar em outras formas de arrecadação - principalmente os direitos de transmissão e comerciais - e manteve o volume de receitas praticamente estável no exercício do ano passado. O total arrecadado pela CBF em 2015 foi R$ 518,8 milhões, contra R$ 519,1 milhões em 2014.

Mas o lucro - que chegou a R$ 72 milhões (Quase R$ 20 milhões a mais do que em 2014 - aumento de 41%.) - foi turbinado por outra situação, não contabilizada pela CBF como receita bruta: a variação cambial. A diferença do valor do dólar, moeda na qual é baseada boa parte dos contratos da CBF, representou arrecadação de R$ 27,4 milhões a mais. Ou seja, somando a receita bruta com esse item da variação, o dinheiro que entrou na entidade foi R$ 584 milhões.

INVESTIMENTOS

Em 2015, a CBF aumentou os gastos com as seleções de futebol. Nas equipes de base e feminina, o investimento praticamente dobrou. O saldo com a garotada foi de R$ 13 milhões para R$ 22 milhões. Com as mulheres, em 2014 houve R$ 9,5 milhões de gastos, enquanto em 2015 o valor chegou a R$ 18,2 milhões.

Já a verba destinada às federações estaduais, classificada como "contribuição ao fomento do futebol nos estados e competições", representou um gasto de R$ 123 milhões em 2015, contra R$ 107 milhões em 2014.  Mas a entidade diminuiu os gastos classificados como despesas administrativas, caindo de R$ 167 milhões para R$ 119 milhões.

É importante lembrar que as contas não foram votadas ainda porque o presidente da Federação Catarinense, Delfim Peixoto, conseguiu uma liminar, alegando falta de transparência na prestação.