Wesley - São Paulo
Marcio Porto
06/05/2016
12:01
São Paulo (SP)

O confronto entre São Paulo e Atlético-MG pelas quartas de final da Libertadores marcará o reencontro de Wesley e Robinho. Eles foram companheiros no Santos em 2010 com relação conhecida pela amizade, que não impediu um entrevero entre os dois na concentração naquela época. O tempo passou, cada um seguiu seu rumo e nesta sexta-feira o volante do Tricolor brincou ao ser peguntado sobre o amigo do Galo. É amigo, né, Wesley?

- Eu não gosto dele. A gente não se fala. Brincadeira. A gente sabe do nosso histórico, o que ganhou, mas ele é passado. Na hora do jogo, o coro come. Vou dar meu máximo para passar e lá na frente tirar sarro dele - afirmou Wesley, em tom bem humorado.

Mais para frente, o são-paulino voltou a comentar sobre o duelo contra o ex-companheiro de clube e admitiu que toma cuidado ao tratar deste tipo de situação. A preocupação é com a repercussão que pode gerar ao expor uma relação mais próxima com um adversário.

- Na minha opinião mudou, mas todo mundo tem uma vida fora do clube. Então é muito complicado, o cara que teve uma amizade antes, se desligar porque hoje é rival. As coisas mudaram, temos de tomar cuidado, e ter cautela com relação a isso. Não que eu esteja aqui para não falar, mas temos de tomar cuidado - disse.

Mas vai ter uma aposta para o duelo, Wesley?

- Não dá, nessa crise que está agora, não dá - brincou novamente.

O humor seguiu na hora de falar dos próximos passos até a partida. Vai conversar com Robinho?

- Até estou sem o número dele, deve acontecer alguma coisa aí nos próximos dias, mas vou procurar não atender, não vou falar durante o jogo. Quem sabe no fim do ano vou encontrá-lo e lembrar dessa partida - disse o volante.

A relação de Wesley e Robinho remete, obrigatoriamente, ao episódio da concentração do Santos em 2010. Tudo começou com uma brincadeira e acabou mal. Wesley contou depois que Robinho jogou seu celular na parede, ao passo que a resposta foi ainda mais agressiva: o volante do São Paulo atacou o carro do atacante com um taco de sinuca, quebrando um retrovisor. O atrito vazou para a imprensa na época e gerou fúria do técnico Dorival Júnior, que assim como hoje comandava o Peixe que foi campeão estadual e da Copa do Brasil naquele ano. E agora, quem levará a melhor?