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Calleri, em ação pelo São Paulo (Foto: Maurício Hummens/Fotoarena/LANCE!Press)

Marcio Porto
18/05/2016
07:05
Enviado especial a Belo Horizonte (MG)

O que um jogador precisa fazer para popularizar seu nome no Brasil? Ser destaque da Libertadores é uma boa opção, certo? Neste sentido, o argentino Jonathan Calleri segue um bom caminho. Ele é o atual artilheiro do torneio, com oito gols. Imagina se for campeão pelo São Paulo, então? Pois a possibilidade é real.

Nesta quarta-feira, às 21h45, na Arena Independência, Calleri é a principal esperança de gols do Tricolor no duelo de volta das quartas de final contra o Atlético-MG. É a chance de ficar mais perto de cravar seu nome na história do clube e, por que não?, do Brasil.

Exemplo não falta. Basta ver um dos maiores ídolos de Calleri. Até a década de 2000, o nome Riquelme, lenda do Boca Juniors, era praticamente desconhecido por aqui. Mas depois que o ex-meia argentino passou a roubar a cena na Liberta... Segundo dados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14.631 Riquelmes foram registrados no país até 2010, quando o antigo camisa 10 já era tri da América.

Nenhum Calleri aparece na consulta. Mas o são-paulino não se abala. A história está sendo escrita.

– Oxalá que amanhã (hoje) eu possa fazer história no clube e quando for daqui uns 20 anos, que se recordem que tive uma grande história na instituição e tomara que seja com o título - disse o atacante do São Paulo, em entrevista ao LANCE!.

Calleri corre contra o tempo. Precisa chegar à semifinal da Libertadores para ter seu contrato estendido. Em caso de queda hoje, deixará o clube depois de 30 de junho. Certamente, muito menos lembrado do que se levantasse o caneco. Ele sabe disso.

– Minha Libertadores até agora é aceitável, mas espero poder dar a Libertadores aos torcedores, que tanto querem – frisou o atacante.

Um gol de Calleri, que não marca há dois jogos na Liberta, dará ao São Paulo o direito de até perder por um gol de diferença por causa da vitória de 1 a 0 no jogo de ida. Pode ser crucial. Para a conquista da vaga e, quem sabe, para o argentino fazer do Brasil um país de Calleris.

O ‘BOOM’ RIQUELME

Carrasco de brasileiros
Não é à toa que Juan Román Riquelme se popularizou no Brasil a partir da década passada. Ele se especializou em despachar times brasileiros da Libertadores. Começou em 2000, conduzindo o Boca Junios (ARG) que superou o Palmeiras na final e impediu o bi dos brasileiros na Libertadores. No ano seguinte, repetiu a dose, só que na semifinal. A atuação no jogo de volta, no antigo Palestra Itália, está na galeria do ex-camisa 10 xeneize. Em 2007, Riquelme também deixou e liquidou o Grêmio na final. Marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 no Olímpico, no jogo do título. O ex-meia saiu derrotado na final de 2013 para o Corinthians, mas deu o troco no ano seguinte, com classificação nas oitavas de final. Está explicado porque há tantos Riquelmes por aqui.

Depoimento de Guillermo Calleri, pai de Calleri, ao LANCE!

"O meu sobrenome vem da Itália, da origem da minha família. Na verdade, eu não sabia que no Brasil era possível sobrenome como o primeiro nome. Quando soube do que aconteceu com Riquelme, pensei que seria um orgulho e uma honra se acontecesse o mesmo com meu sobrenome. E teria muitos parentes aqui (Risos). Mas o mais importante é o São Paulo conseguir a classificação, oxalá com um gol de Jony. Que o São Paulo deixe tudo nessa partida e volte de Belo Horizonte com a vaga para as semifinais."