Bruno Grossi e Marcio Porto
27/05/2016
07:10
São Paulo (SP)

Lugano é uma espécie de super-herói para o torcedor do São Paulo. Não por acaso. Representa tudo que o clube viveu de bom nos últimos anos. Mesmo fora das principais partidas, é festejado quando a equipe apresenta seu espírito aguerrido. Lugano é símbolo de um passado vitorioso, de Tricolor forte e que pode ressurgir no próximo domingo, no Morumbi.

O time está há dez clássicos sem vitória e domingo recebe o Palmeiras. Que saudade... Saudade de Lugano. Com ele em campo, nunca houve derrota do São Paulo no Choque-Rei. O zagueiro disputou oito clássicos contra o próximo rival: venceu seis e empatou dois (veja os confrontos acima). Dá para entender a saudade, né?

Na memória do são-paulino, esse retrospecto do camisa 5 é ainda mais marcante porque envolve duas classificações na Libertadores em cima do rival de verde. Em 2005 e 2006, o Tricolor chegou à final da competição sul-americana deixando o Palmeiras pelo caminho. Em 2005, foi campeão. Mais saudade, que pode se repetir agora, já que o time de Edgardo Bauza está na semifinal.

Lugano pôde se preparar bem para enfrentar o Palmeiras pela primeira vez desde seu retorno. No clássico do Paulistão, com vitória alviverde por 2 a 0, ele ainda não tinha condições de jogo. Agora, ficou fora quarta-feira depois de ter marcado seu primeiro gol na volta, no último domingo, na derrota de 2 a 1 para o Internacional, no Morumbi.

O zagueiro uruguaio treinou na quinta e deve formar a defesa com Maicon. Apesar de estar longe da perfeição técnica, Lugano tem história e personalidade que deixam são-paulinos mais seguros no confronto.

Em seus quatro anos de clube, na primeira passagem, o camisa 5 mostrou que clássico é com ele. Além do ótimo retrospecto contra o Palmeiras, manteve invencibilidade também contra o Corinthians. Em quatro confrontos, foram três vitórias e um empate. Retrospecto que enche o torcedor de orgulho, ainda mais porque do outro lado estava Carlitos Tevez, que nunca fez um gol sequer.

O ponto fora da curva é o Santos, contra quem Lugano não leva vantagem. Em oito confrontos,  um deles este ano, no único clássico que disputou desde que voltou, o uruguaio venceu dois, empatou dois e perdeu quatro. Mas estamos falando de Palmeiras, né? Ê, saudade...