Maicon - São Paulo

Capitão foi o escolhido para conceder entrevista coletiva nesta sexta-feira (Foto: Bruno Grossi)

LANCE!
09/09/2016
13:15
São Paulo (SP)

Capitão da equipe e um dos ídolos da torcida no momento, o zagueiro Maicon foi o primeiro jogador do São Paulo a falar sem meias palavras sobre as chances de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. A um ponto da zona da degola, o Tricolor pode mergulhar ainda mais na crise se perder do Figueirense o 17º colocado, às 11h de domingo no Morumbi.

- Toda vez a gente vem na coletiva e diz que é no próximo domingo, no próximo jogo, mas agora não tem como. Tem que começar mesmo. A gente trabalha bastante e as coisas não acontecem, principalmente no Morumbi, onde a gente domina os jogos e perde por uma jogada. Precisamos dar um gás maior para sair desta situação, ainda mais diante de um concorrente direto. Precisamos nos fortalecer para dar a volta por cima - projetou.

Se agora o discurso de Maicon é um dos mais realistas no clube, há três meses as perspectivas do beque eram totalmente diferentes. O camisa 27 viu a diretoria pagar R$ 22 milhões para tirá-lo de vez do Porto (POR), além de ceder direitos econômicos de dois atletas da base, e brigava para ser campeão da Copa Libertadores da América. Agora, a luta é outra.

- Não esperávamos isso. Eu imaginava algo muito diferente. Pelo primeiro semestre, ninguém esperava que estivéssemos nesta situação. No futebol acontece e a gente não estava preparado. Nós jogadores deixamos isso acontecer e nós precisamos reagir. O São Paulo não está acostumado a lidar com rebaixamento e tenho certeza de que não conviveremos com isso e não seremos rebaixados. O clube não merece segunda divisão. A cobrança aqui é a mesma estando em primeiro ou último. É algo diário - reforçou.

'O São Paulo não está acostumado a lidar com rebaixamento e tenho certeza de que não conviveremos com isso e não seremos rebaixados'

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Maicon:

Como o time pode reagir e como Marco Aurélio Cunha pode ajudar em sua volta ao clube, em substituição ao Gustavo Oliveira?
Trabalhando com união vamos subir na tabela e ficar na primeira divisão. Não pensamos em rebaixamento, pensamos mais para cima. A gente teve bastante atitude no último jogo contra o Palmeiras, isso já melhorou e assim como o ambiente ficou mais fortalecido, com mais gente batalhando. Esse espírito tem que entrar ainda mais. O Marco tem um histórico vencedor aqui e vem para ajudar, conhece o clube e ganhou títulos.

Onde Marco pode ajudar mais?
O trabalho dele vai ser bastante bom. Vem com nome, história e títulos, mas depende mais dos jogadores essa reviravolta do time. Depende de mim, do Denis, dos atletas mais experientes. Será em campo, com o elenco, essa reação.

O que espera das voltas de Cueva e Buffarini e da chegada de reforços?
São dois jogadores que voltam e são bastante importantes, contribuem para nosso rendimento melhorar. Todos aqui são importantes. Os reforços também vêm para nos ajudar. Se a gente não precisasse, os dirigentes não teriam contratado. Faltavam algumas peças no elenco e contrataram para dar uma base boa de trabalho no dia a dia. 

A falta de criação e de gols tem atrapalhado o time?
O problema é de todos os jogadores, o elenco inteiro. Quando a gente entra em campo são os 11 e os três que entram. Os laterais também podem criar cruzando, os zagueiros podem fazer gol em escanteio. Não tem cobrança só para meio e ataque, é cobrança geral. O coletivo nos fará crescer.