São Paulo x César Vallejo

Rogério celebra gol com homenagem à esposa grávida de dois meses (Foto: Mauro Horita)

Bruno Grossi
12/02/2016
07:40
São Paulo (SP)

Rogério sabe o que faz. Da mesma forma como rejeita o apelido de Neymar do Nordeste, abre os braços para as brincadeiras com o xará Ceni, maior ídolo do São Paulo. “Já sou o Rogério, tenho nome de mito”, ele diz e gargalha nas poucas vezes em que encara as entrevistas.

O atacante está longe de ser Neymar tanto quanto dista do posto de mito, é fato. Mas ainda tem chão para crescer no Tricolor.

O gol na estreia contra o Internacional e o cargo de herói na classificação à Libertadores com o golaço contra o Goiás pareciam um sinal de feitos maiores. A chegada de Edgardo Bauza, no entanto, freou a empolgação sobre o atacante. Rogério treinou sempre entre os reservas na pré-temporada e custava a ser testado na equipe titular montada por Patón.

Depois, chegou a ser cortado do jogo de ida contra o César Vallejo (PER) na Libertadores e só entrou para decidir a volta no Pacaembu porque Alan Kardec fora cortado horas antes do jogo por amigdalite. Mas a aparente birra de Bauza com o xodó da torcida é só mais um indício da coerência do argentino.

Com elenco reduzido, Patón precisou usar Rogério enfiado na área nos primeiros treinos, compondo esquema padrão dos reservas com duas linhas de quatro e dois atacantes .

Em nenhum momento o camisa 17 foi usado aberto nas pontas. Bauza deu preferência a Wilder, por exemplo, que vinha trabalhando na direita desde janeiro. Somente quando Kieza e Calleri chegaram é que Rogério pôde passar à ponta e, assim, teve a primeira chance contra o Água Santa.

O gol salvador na Libertadores e a capacidade de driblar dão fôlego novo ao atacante, que pode ser a solução para a falta de inovação apontada por Patón no time. O problema é que a concorrência está maior com a chegada de Kelvin.