HOME - São Paulo x Trujillanos - Copa Libertadores - Kelvin e Calleri (Foto: Mauro Horita/LANCE!Press)

Kelvin se tornou peça importante no São Paulo de Edgardo Bauza (Foto: Mauro Horita/LANCE!Press)

LANCE!
29/05/2016
07:10

De rejeitado no Palmeiras a uma das principais armas do São Paulo do técnico Edgardo Bauza. Essa é a evolução de Kelvin, atacante que pode ser o fator desequilibrante no Choque-Rei deste domingo, às 16h, no Morumbi, pela 4 rodada do Campeonato Brasileiro.

– Nessa equipe que vem jogando, comigo e Michel Bastos dos lados, funciona assim: Michel é muito ofensivo, mas não é muito de individual, é mais coletivo, cruzamento ou chute de longa distância. Às vezes vai mais para cima, de qualidade, eu procuro abrir mais o jogo, com o drible, Essa é a importância, porque precisamos também. Não precisamos só daqueles que fazem só o simples, temos de procurar também algumas jogadas individuais para abrir o time – explicou Kelvin, em entrevista exclusiva ao LANCE! antes do clássico.

As palavras de Kelvin representam confiança de quem se firmou no São Paulo, ao contrário do que aconteceu no rival. O atacante é considerado por Bauza uma peça-chave do time, tanto que entrou e não saiu mais. No clube, é consenso que a arrancada na Libertadores passou também pela entrada do camisa 30.

– Não tive sequência no Palmeiras, tive um pouco de sequência no Porto, mas caí. Aqui estou tendo uma sequência boa. E sinto que estou evoluindo a cada jogo. É o melhor Kelvin, sim, e posso dar mais ainda – analisa o atacante.

O dar mais pode ser fazer mais gols. Em 17 jogos neste ano, Kelvin anotou só duas vezes. Ele quer e acha que pode dar mais.

– Preciso caprichar mais nas finalizações, mas também estou dando assistências, servindo meus companheiros. Fico feliz com isso também – afirma o camisa 30.

Fato é que um novo e mais forte Kelvin chegou ao São Paulo. Hoje é dia de mostrar que o Palmeiras saiu perdendo nessa mudança.

BATE-BOLA KELVIN EM ENTREVISTA EXCLUSIVA

‘Saí bem com a torcida’

Como é a relação da torcida do Palmeiras com você?
Tranquilo, eu saí tranquilo. Não foi uma venda para o rival. Eu estava emprestado até o fim do ano, todo mundo sabe disso. Acabou o contrato, o Palmeiras não quis ficar comigo.

Mas não tem os que criticam?
Tem, sim, uma meia dúzia que não entende muito, acaba xingando dizendo que é traidor. Mas isso não pega, porque eu sei, a maioria da torcida também sabe e recebo muito incentivo, muitas mensagens dos palmeirenses, que torcem por mim. Saí bem com a torcida, fiz história com o título da Copa do Brasil e hoje estou bem aqui no São Paulo..

Não ter palmeirense no estádio ajuda para você?
Acho que sim. Tem sempre aquela meia dúzia que enche o saco. Não só para mim, mas para o todo time do São Paulo vai ser bom, porque a torcida vai estar em peso, estádio completo de são-paulinos.

Já conversou com os ex-companheiros de clube? Vai ter aposta?
Já. Falei com o Rafael Marques, Gabriel Jesus e disse que o bicho vai pegar. Eles falam que vão vir para cima. Ainda não fiz aposta, vamos ver se eu arrumo um almoço (risos).

É um jogador experiente?
Sim. A passagem pelo Porto me ensinou a marcar e jogar e fora de campo também aprendi muito.