William Correia
17/01/2018
08:00
São Paulo (SP)

Em dezembro, ao assumir a diretoria executiva de futebol do São Paulo, Raí prometeu buscar a identidade do clube, tanto em estilo de jogo como, obviamente, na busca por títulos. E foi baseado nessa meta que o clube se preparou, com reforços pontuais, para o Campeonato Paulista.

Depois de um 2017 a ser esquecido, com eliminações precoces nas Copas do Brasil e Sul-Americana, queda diante do Corinthians no Paulista e luta contra o rebaixamento no Brasileiro, o São Paulo inicia 2018 com a missão de acabar com o jejum de títulos. Foi assim que o ex-zagueiro Ricardo Rocha, campeão no clube nos anos 1990, como Raí, e contratado pelo ex-meia para ser coordenador de futebol, prometeu trabalhar em 2018.

A última taça erguida pelo Tricolor foi a Sul-Americana de 2012. No Estadual, já são 13 anos sem conquistas. Por isso, o trabalho será para ser campeão o quanto antes. Dorival Júnior segue no clube, prestigiado pela recuperação da equipe no segundo turno do Brasileiro. E tem ao seu lado a vantagem e, ao mesmo tempo, a pressão de ser o único grande do Estado a não participar da Libertadores, podendo, teoricamente, dar mais atenção ao Paulistão.

Na busca pelo título, o clube ainda lida com as saídas de Hernanes, de volta ao chinês Hebei Fortune, e de Pratto, atendido em seu pedido para ser vendido ao argentino River Plate. Raí prometeu reforços pontuais e, até agora, vieram o goleiro Jean, ex-Bahia, o zagueiro Anderson Martins, ex-Vasco, e o meia-atacante Diego Souza, ex-Sport, além dos retornos do lateral-esquerdo Reinaldo e do volante Hudson, que estavam emprestados para Chapecoense e Cruzeiro, respectivamente.

Dorival admitiu que terá de readaptar o time, agora sem Hernanes e com Diego Souza, meia de origem, como referência no ataque. Mas as mudanças não serão imediatas. Por conta da curta pré-temporada, o técnico dividiu o elenco em dois times, que se alternarão até o primeiro clássico do ano, no dia 27, contra o Corinthians, pelo Paulistão.

É com base na sequência do trabalho da comissão técnica, promessa de confiança e tempo para o trabalho de Dorival Júnior, que o São Paulo tentará ser campeão paulista pela primeira vez desde 2005. Com a expectativa de que, mesmo sem Hernanes, o time renda mais do que no segundo turno do Brasileiro, quando protagonizou a quinta melhor campanha, com 54,4% de aproveitamento.