Ana Canhedo e Bruno Grossi
30/01/2016
07:10
São Paulo (SP)

Era abril do ano passado quando Rogério Ceni marcou seu último gol de falta pelo São Paulo. Justamente no Campeonato Paulista, justamente contra o Red Bull Brasil, adversário do Tricolor Paulista neste sábado, às 19h30, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (há quase um ano, o time do Morumbi venceu por 3 a 0 em casa e se classificou para a semifinal da competição).

Sem Ceni, PH Ganso, Michel Bastos, Alan Kardec, Denis e até mesmo Thiago Mendes acirram a disputa pelo posto de batedor oficial.


Kardec, Michel Bastos e Ganso largam na frente. Os três são os que mais ensaiam cobranças no CT da Barra da Funda após as atividades. No jogo-treino contra o Boa Esporte, no Pacaembu, o centroavante mandou uma no travessão adversário e conta com uma ajudinha especial para ter sucesso nas batidas: os pitacos do técnico Edgardo Bauza.

– Eu sempre tive uma boa finalização, então bater falta é algo natural. Acredito que o sucesso venha do treino, das repetições. É claro que é preciso escutar alguns conselhos, ouvir dicas, o próprio Bauza acabou conversando comigo sobre o pé de apoio, sobre a posição do corpo, legal isso – contou Kardec ao

Com meta de um gol por jogo durante a temporada, o camisa 14 espera poder contribuir com o time:

– Quem sabe eu não ajude com uns golzinhos de falta? – sorri.

Porém, Kardec não ganhará facilmente o posto de batedor no São Paulo. Justamente a competição interna, tão valorizada por Patón, aparece para "atrapalhar" os planos do centroavante. Além de Michel Bastos e Ganso, acostumados às cobranças, até o volante Thiago Mendes demonstrou interesse pelas batidas.

– Quero tentar trabalhar, vou tentar buscar, melhorar nisso ai – garante o protetor da defesa.

Por enquanto, Denis é quem está mais distante do posto. O goleiro aprendeu com Ceni a bater, mas prefere se firmar na meta tricolor antes de se arriscar à frente da equipe.

Sem um batedor oficial definido, a equipe de Patón entra em campo neste sábado para colocar em prática as primeiras lições do argentino: organização, compactação e solidez.

– O jogo é importante, nossa estreia oficial e um bom teste para a Libertadores – avalia Bauza.