Kardec

Kardec quer embalar sequência como titular no São Paulo a começar pelo Choque-Rei (Foto: Angelo Martins)

Ana Canhedo
12/03/2016
20:27
São Paulo (SP)

“Estou pronto, preparado, à espera da minha oportunidade”. Foram as palavras de Alan Kardec às vésperas do Choque-Rei. Neste domingo, às 11h, o centroavante comanda o ataque do São Paulo diante do Palmeiras, no Pacaembu. Será sua quinta vez como titular no ano, após 12 jogos disputados pelo Tricolor. Pouco? Para ele, sim.

– Estou com a cabeça tranquila, fisicamente bem, esperando minha chance de jogar. Quero entrar em campo e fazer meu melhor para agarrar essa chance. Sempre trabalhando – diz, sem nem ter sido questionado se estaria insatisfeito:

– Não estou jogando tantos minutos quanto gostaria – completa.

Kardec perdeu o posto de titular para Jonathan Calleri e não esconde a chateação com o momento. Neste domingo, porém, justamente diante de ex-clube, inicia uma sequência de dois jogos para convencer Edgardo Bauza de que pode jogar mais. Jony está suspenso do duelo da próxima quarta-feira, contra o Trujillanos, da Venezuela, abrindo uma pequena lacuna para Kardec.

– Não tem motivação especial por ser o Palmeiras, não, mas é claro que hoje é uma oportunidade. Estava esperando por ela. Eu trabalho sempre pensando em jogar. Se houver mesmo a chance de disputar esses dois jogos, eu vou ficar feliz – analisa.

Kardec ainda não marcou e há pouco tempo atrás não tinha nem sequer conversado com Edgardo Bauza. A falta de comunicação com o treinador fez com que o camisa 14 se manifestasse publicamente sobre o incômodo de jogar pouco.

– Tenho recebido algumas oportunidades, mas quero ter mais chances. Nos meus sonhos, só isso não basta – disse Alan Kardec, à época, após jogo contra o Mogi Mirim. A resposta do treinador foi torta e pouco depois fez com que Patón conversasse com todo o elenco.

– Eu converso. Mas é uma luta. Disputa, Tem que me mostrar nos treinos que está pronto para jogar – justificou Bauza em coletiva.

Desde aquele 12 de março, as coisas mudaram. Em campo, o São Paulo respondeu bem contra o River Plate, na Argentina. Fora dele, os problemas foram amenizados. Uma resposta de Kardec hoje durante o jogo põe mais tijolos na construção são-paulina por paz interna. E encerra também o jejum de gols: até aqui, não marcou.

O time deste domingo será misto. Patón deve dar chance a jogadores pouco utilizados até aqui, como Kelvin, Daniel, Lucas Fernandes... Chance para um, chance para todos...

BATE-BOLA ALAN KARDEC  

‘A energia do jogo contra o River foi diferente, tem que ser assim’

Como analisa o empate com o River Plate na Argentina?
A equipe está de parabéns. Até a energia da partida foi diferente, todo mundo saiu de parabéns. Pelo espírito que tivemos, mesmo não sendo o resultado que queríamos.

Essa tem que ser a postura do São Paulo daqui para frente na temporada?
Em questão de espírito, tem que ser esse o São Paulo daqui para frente, os jogadores tem que fazer disso para mais. O resultado não foi o esperado, mas o jogo serviu para isso. É assim que tem que ser agora para que possamos conseguir coisas melhores nos próximos meses.

Seu nome foi ligado ao Vasco nos últimos dias. É algo para se pensar neste momento?
Não neste momento ainda não. Quando se fala de Vasco, você não está falando de um simples retorno, você está falando de toda uma história, eu passei uma década lá, onde fui formado, onde aprendi muito.

Você seria o sonho de consumo da atual diretoria...
Acho que isso foi falado mais pelo lado do carinho, de ser o clube do coração, falaram isso pela parte emocional. Pelo que disseram, sabem que não é algo viável agora.

E no futuro?
Estou bem aqui no São Paulo. Quero dar sequência ao meu trabalho no São Paulo, continuar a busca meu espaço dentro do clube, jogar. E, então sim, quem sabe voltar ao Vasco nos próximos anos ainda em condições de conquistar títulos e coisas importantes com a camisa do clube. No futuro, posso voltar sim ao Vasco.