Bruno Grossi
18/07/2016
06:30
São Paulo (SP)

Perder um jogador do calibre de Paulo Henrique Ganso poderia resultar em lamentações do São Paulo, mas não é esse o sentimento que tem se espalhado no clube. Principalmente devido ao rápido crescimento de Christian Cueva, o Tricolor acredita que a saída do Maestro para o Sevilla (ESP) tenha sido positiva.

A impressão inicial é que tanto os jogadores como o técnico Edgardo Bauza podem ficar menos reféns do talento acima da média do ex-camisa 10. E Cueva tem papel fundamental nessa mudança de postura, porque consegue produzir em campo de formas mais variadas do que Ganso costumava fazer.

O peruano tem capacidade de arrancar pelas pontas com dribles curtos e também de criar pelo centro, onde ainda abre espaço para os volantes subirem, já que tem movimentação intensa. Essas características tendem a mudar o estilo de jogo são-paulino e fazem Bauza pensar na equipe sem um armador de origem como o Maestro.

– Ganso era muito importante, mas não dependíamos exclusivamente dele. O que estamos trabalhando é que a equipe tenha um funcionamento melhor. Queremos mais dois para essa faixa do campo para fortalecer o time – analisou o comandante argentino, ainda em Itaquera após o empate em 1 a 1 com o Corinthians, no último domingo.

Outra razão para confiar que o time poderá se apoiar em Cueva é a personalidade mostrada pelo peruano. O camisa 13 fez linda jogada individual ao entortar dois rivais, sofreu pênalti de Yago, pediu para bater e abriu o 1 a 1 na Arena Corinthians com chute certeiro.

– Sou sempre assim, é como jogo. Mas eu quero mais, quero dar mais coisas à equipe, quero anotar gols. Estou grato pelo gol e isso me dá confiança para seguir trabalhando. Poderíamos ter ganhado, mas o Corinthians é um time que vem muito bem também – exaltou o meia-atacante de 24 anos.