Lugano (foto:Alan Morici/LANCE!Press)

Diego Lugano é o principal líder do São Paulo atualmente (foto:Alan Morici/LANCE!Press)

LANCE!
22/07/2016
13:15
São Paulo (SP)

O São Paulo escolheu Diego Lugano para conversar com a imprensa nesta sexta-feira, dia em que Edgardo Bauza viajou à Argentina para discutir sobre assumir a seleção do país. A maioria das perguntas, claro, foi sobre o futuro do treinador, mas o uruguaio se esquivou. Lugano disse que até fez coisas erradas para defender o Uruguai, mas não comentou a situação do comandante.

- Posso falar pelos jogadores. O elenco hoje treinou com normalidade. Amanhã vamos treinar e viajar com total normalidade. Não pensamos em suposições, outra coisa que não seja o jogo de domingo, né? E obviamente, o que vocês têm de informação, são suposições. Agora é preparar o jogo para domingo, rival direto para nós - despistou Lugano.

- Volto a falar: no meu caso a seleção sempre foi o mais importante na minha vida. Sempre fiz qualquer coisa para ir à seleção. Coisa certa e errada, até com clube que eu joguei. Para estar com a seleção, para chegar antes. Sei lá, muitas vezes fiz coisas que você não imagina, para os clubes. Então é meu ponto fraco. Mas são suposições. Estamos na mesma normalidade. De sempre - completou o ex-capitão da seleção do Uruguai.

Lugano também foi perguntado sobre o peso da saída de Bauza para os jogadores que estão chegando e foram pedidos por ele, como o atacante Andrés Chávez, que veio do Boca Juniors (ARG) a pedido do técnico.

- Acho que todo jogador de futebol que vem ao São Paulo tem a fome, o desejo de ser vitorioso, seja com qualquer treinador. Por mais que o treinador pensa ou não pensa em você, ele vai querer triunfar por ele, por seu prestígio, pelo seu clube. Tem coisas além da decisão de um treinador - disse Lugano.

Por fim, o camisa 5 contou um pouco de como é a convivência com Bauza no dia a dia.

- Se você quiser, você sempre tira coisa boa e aprende com qualquer treinador. Bauza tem uma mistura de cara tranquilo, mas com pulso firme. Ele sempre mantém o nível. Nos 90 minutos é muito igual, mantém a calma para ajudar a transmitir certas coisas. Eu nesse ponto sou um pouco diferente, é minha personalidade - concluiu.

No fim, Lugano ainda foi perguntado se conhecia algum treinador que já havia recusado a seleção de seu país.

- Olha.. (Pensa, pensa)... Então, difícil, hein? (Risos). Deve ter, vou lembrar e depois te falo (risos) - brincou o zagueiro.