Lugano - São Paulo

Lugano é cercado pela imprensa no Aeroporto de Guarulhos antes de embarcar (Foto: Bruno Grossi)

Bruno Grossi
20/04/2016
13:40
Guarulhos (SP)

Pela segunda vez nesta temporada, o zagueiro Diego Lugano acompanhará o elenco do São Paulo em partida no exterior mesmo sem ter condições de jogo. O uruguaio já havia tomado essa atitude no amistoso contra o Cerro Porteño (PAR) em janeiro e agora repetiu o gesto para o confronto com o The Strongest (BOL), em La Paz, pela Copa Libertadores da América.

- Isso para mim é uma coisa normal. Sou um profissional e, em qualquer time em que joguei, estive junto dos meus companheiros nas viagens. Principalmente em momentos decisivos. Para mim é o mais normal. Eu pelo menos vejo isso como algo muito normal mesmo - minimizou Diós.

Lugano sofreu um estiramento na coxa esquerda ainda na partida contra o Osasco Audax, no último domingo, mas só teve conhecimento da gravidade da lesão no dia seguinte à goleada por 4 a 1. Sem o camisa 5, o técnico Edgardo Bauza montará a zaga com Maicon, poupado na eliminação no Campeonato Paulista, e Rodrigo Caio. E a dupla, assim como o goleiro Denis, podem ser decisivos. Afinal, se não levarem gols, o Tricolor avança às oitavas de final.

- Por sorte chegamos com essa vantagem do empate, vai ser um jogo complicado, mas o São Paulo tem condições de ganhar no mundo todo. Sabemos da enorme dificuldade de jogar lá, mas sabemos também que é possível - projetou o zagueiro, que defendeu o planejamento do clube de viajar para a altitude de La Paz somente horas antes da partida desta quinta-feira:

- Todos os últimos times têm adotado esse esquema para minimizar os efeitos que a altitude gera. Acho que virou regra tanto para clubes quanto para as seleções sul-americanas nas Eliminatórias. O pessoal do clube sabe bem o que está fazendo. A altitude está lá, não tem jeito - ponderou.

'O jogo estava meio feio e fiquei com vergonha de pedir substituição'

Por fim, Lugano ainda explicou a decepção com o problema muscular diagnosticado na tarde da última segunda-feira. Aos 35 anos, o veterano assegura que nunca havia sofrido nenhuma lesão do tipo na carreira.

- No jogo de domingo, no primeiro tempo, senti essa lesão. Foi a primeira vez que senti essa lesão, nunca tive problemas musculares na minha carreira, então não sabia bem o que fazer. Além disso, o jogo estava meio feio e fiquei com vergonha de pedir substituição. Vou ter que ficar um tempo parado, mas são coisas do futebol. Vou me tratar para me recuperar e ficar bem - disse.