HOME - São Paulo x Trujillanos - Copa Libertadores - Kelvin e Calleri (Foto: Mauro Horita/LANCE!Press)

Kelvin e Calleri tiveram boas atuações contra Trujillanos e River Plate (Foto: Mauro Horita/LANCE!Press)

LANCE!
15/04/2016
12:16
São Paulo (SP)

Para o atacante Kelvin, a melhora do São Paulo nos últimos jogos tem uma simples explicação: a presença de Jonathan Calleri em campo. O argentino, segundo o camisa 30 do Tricolor, tem conduzido a equipe com sua raça para ajudar na marcação e é o pilar para a reação dos comandados de Edgardo Bauza. E Kelvin avisa: Jony ainda tem muito a crescer no Brasil.

- Ele é um jogador tranquilo, que conversa com todo mundo. Os gols ajudam a ficar bem. Ele cresceu vindo do Boca Juniors (ARG) para o São Paulo e agora deve ir para o futebol europeu. Ele está subindo os degraus e a gente tenta ajudar com os passes. Quando ele puder ajudar também, a gente agradece (risos). Não é porque ele é atacante que não tem raça e marcação. A gente vê ele trombando com o zagueiro, se anima e se motiva a correr também. Só de vê-lo correr, mudou nossa motivação - destacou.

O discurso de Kelvin sobre Calleri lembra muito o usado pelo elenco são-paulino na passagem de Kaká pelo clube em 2014. Na ocasião, os atletas costumavam dizer que se inflamavam em campo ao verem um jogador que havia sido eleito o melhor do mundo - em 2007 - estava correndo e dando carrinhos para marcar. O problema é que assim como Kaká, Jony só deve ficar no Tricolor por um semestre - ele pertence ao Deportivo Maldonado (URU).

- Vai ser uma perda muito grande se ele sair mesmo no meio do ano (contrato termina em 30 de junho). É um grande jogador, que está crescendo e ajudando muito ao São Paulo. Soube por cima que queriam o Fred, e seria importante um jogador experiente e fazedor de gols como ele. Agora pensamos no Calleri, que também é goleador. Talvez ele possa ficar até dezembro, seria muito importante para o time continuar crescendo - ressaltou.

São Paulo x Cruzeiro - Kaká (Foto: Miguel Schincariol/LANCE!Press)
Kaká assumiu o protagonismo e levou o Tricolor ao vice-campeonato brasileiro em 2014 (Foto: Miguel Schincariol/LANCE!Press)

Kelvin também reconhece que ajudou o São Paulo a melhorar. Desde que passou a ser utilizado com frequência por Bauza, o time só perdeu para o São Bento, quando o atacante foi poupado com outros titulares. A boa fase é resultado de uma mudança de postura do jogador de 22 anos, mas também do respaldo dado por Patón e que havia faltado no Palmeiras.

- No Palmeiras tinha o Oswaldo de Oliveira, que confiava no meu trabalho e assim mostrei meu futebol. Depois que ele saiu, entrou o outro (Marcelo Oliveira) e não tive mais oportunidades. Continuei trabalhando, mas não aconteceu. Aprendi com isso, tinha jogador experiente para me ajudar, para conversar... Falava com o Zé Roberto e também com o Gabriel Jesus, que é novo, para entender. Respeitei a opção e vim para cá com a cabeça focada em me firmar, 100% ligado - explicou.

Kelvin - Palmeiras
Kelvin não se firmou no Palmeiras (Foto: Eduardo Viana/Lancepress!)

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Kelvin:

CARINHO DA TORCIDA

Estou feliz com isso tudo o que está acontecendo. Alguns torcedores gostam quando você vem de um rival, mas outros não gostam, é normal. Está sendo bom esse carinho da torcida, principalmente agora que chegou ao time todo. Que continue assim. Quero ficar, quero me firmar, não quero voltar. Estou me adaptando muito bem e espero que o ano corra bem para mim e para o São Paulo. Assim os dois ficam bem.

QUARTAS DE FINAL CONTRA O OSASCO AUDAX
​Quem decide como vamos jogar é o Bauza, mas sabemos que o Audax é diferente, toca a bola sem medo de errar desde o goleiro. Se entrarmos como foi contra o River, seremos fortes, porque marcamos lá na frente desde o início e conseguimos criar. Vamos ver o que o treinador fará, mas a vontade da equipe precisa ser a mesma. Creio que vamos com força máxima.

MARATONA DE DECISÕES E SINA COMO VISITANTE
Vai ser difícil, mas temos que estar preparados. No Brasil é assim o ano inteiro e temos que encarar isso com força. A gente tem que pensar no próximo jogo, contra uma equipe forte como o Audax. Tem que ser assim, senão pensa no da frente e perde para o próximo. Depois mudaremos a ficha para a Libertadores. Não estamos pensando em vencer porque tem o jejum, mas porque precisamos vencer de qualquer forma. Vai acontecer naturalmente, uma hora vamos vencer. E espero que já seja no domingo (18h30).