Ataíde Gil Guerreiro - São Paulo

Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice presidente do São Paulo (Foto: Divulgação)

Bruno Grossi e Marcio Porto
19/03/2016
08:00
São Paulo (SP)

Chegou ao fim nesta sexta-feira a trajetória de Ataíde Gil Guerreiro no departamento de futebol do São Paulo. Mas se a decisão do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, em afastar o agora ex-vice do cargo satisfez torcedores e boa parte dos conselheiros, dois grupos podem iniciar nova turbulência na política do clube.

Ataíde, que esteve por 23 meses na vice-presidência de futebol, é integrante do grupo Legião. Já Rubens Moreno, afastado do cargo de diretor de futebol, pertence ao Vanguarda. Os dois “partidos” demonstraram irritação com Leco por não terem sido avisados da decisão de tirar poder de seus representantes. Eles esperavam, ao menos, uma consulta sobre os sucessores na diretoria tricolor.

Pouco depois do anúncio da ida de Ataíde para a diretoria institucional, Leco confirmou Luiz Cunha para o cargo de diretor de futebol, função em que atuava nas categorias de base. Ele trabalhará agora com o diretor-executivo Gustavo Oliveira, enquanto Leco buscará novo nome para comandar Cotia.

Gustavo, aliás, também recebia pressão de conselheiros para ser demitido por Leco. O presidente, no entanto, decidiu bancá-lo para dar sequência ao planejamento traçado com o técnico Edgardo Bauza, contratado por iniciativa do diretor-executivo e de Ataíde em dezembro do ano passado. A promessa é também manter Patón no cargo e reforçar o elenco em breve.

Na diretoria de relações institucionais, Ataíde perde força na cúpula, mas terá a oportunidade de lidar com assuntos mais próximos.

Depois de admitir em sua posse há dois anos que não entendia “nada de futebol”, o cartola teve o trabalho reconhecido ao fechar contrato de 2019 a 2024 com a Rede Globo para direitos de transmissão do São Paulo. Os valores, com luvas de R$ 60 milhões, foram elogiados até mesmo pela oposição. Para a torcida, a falta de títulos prevaleceu.